quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A COMÉDIA “AUTO DA COMPADECIDA” EM TEMPORADA NA CAPITAL PARAIBANA















A comédia “Auto da Compadecida”, obra de Ariano Suassuna com adaptação de Bento Júnior que recebeu das mãos do próprio Autor o direito de montar e apresentar entra em cartaz, aos sábados e domingos do mês de agosto, no Teatro Ednaldo do Egypto, sempre às 20h. 

Apresentada por um elenco de novos talentos paraibanos, sob a direção de Alberto Black, “Auto da Compadecida”, já foi por diversas vezes encenado no Brasil e no exterior, sendo no cinema, um grande sucesso de público e bilheteria. “Assinar a direção da peça Auto da Compadecida é viajar pela cultura nordestina e curtir a essência de Ariano Suassuna e os seus valores”, diz Alberto Black.

“Auto da Compadecida” presta uma homenagem à atriz Socorro Rapôso, a Compadecida desde a primeira montagem da peça que foi escrita em 1955 e montada pela primeira vez em 1956, pelo Teatro Adolescente do Recife, com a direção de Clênio Wanderley. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Com a participação especial no elenco do ator Bento Júnior, a produção de Alblack Produções, realização do Grupo de Teatro Circo Sem Pano, “Auto da Compadecida”, conta com o apoio cultural do Juarez Carneiro Studio, Jornal da Paraíba Clube do Assinante, Panificadora Manaíra, Preview Produtora, SATED-PB e Centro de Arte e Cultura Municipal Teatro Ednaldo do Egypto.

Os ingressos custam R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudante) e estão à venda na bilheteria do Teatro Ednaldo do Egypto que fica localizado na Avenida Maria Rosa, 284, Manaíra. Informações: 3214-8021/8819-5039.

Crédito das fotos: Juarez Carneiro Studio.

Auto da Compadecida:

Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna.

É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel, do gênero comédia, apresentando traços do barroco católico brasileiro, misturando cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, como também regionalismos, pelo fato da história se passar no nordeste, onde o autor nasceu.

Socorro Rapôso:

Natural da cidade de Souza, na Paraíba, pernambucana de coração é considerada uma pessoa especial no Teatro Pernambucano. Com 81 anos de idade (24 de junho), foi ela quem viveu a Compadecida na primeira montagem da peça, em 1956, sob direção de Clênio Wanderley, com o Teatro Adolescente do Recife. O curioso é que ainda hoje, na versão da sua Dramart Produções, comemoram 20 anos em cartaz circulando pelo Brasil e ela ainda faz o mesmo papel. Na época da primeira montagem, o grupo atraiu as atenções do Brasil para Ariano Suassuna, dramaturgo até então desconhecido, quando ganhou o I Festival de Amadores Nacionais no Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina, em 1957. “A cortina fechou e abriu nove vezes. Foi apoteótico”, lembra Socorro Rapôso.

Em entrevista ao Jornal do Brasil (RJ), ela declarou: “Aprendi o papel poucos dias antes de subir ao palco. Estava tão tensa que tive um branco total. Mas, graças ao Divino Espírito Santo, as palavras me voltaram à cabeça. Foi um milagre”, brinca. Socorro que foi convocada às pressas para substituir a atriz que acabara de desistir do personagem. Clênio Wanderley, o diretor da primeira versão, era seu dentista e foi ele mesmo quem a convidou. Naquela noite da estreia, depois de ser aplaudidíssima, inclusive por um Ariano Suassuna bastante emocionado, Socorro saiu do Teatro Santa Isabel direto para o hospital. Estava inchada e ardendo com 40 graus de febre.

Em 1992, resolveu montar a mesma peça que se transformou num dos maiores sucessos do teatro pernambucano. Não é à toa que a montagem já comemorou 20 anos de aplausos por todo o Brasil (muito antes de qualquer microssérie de TV), visitando o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Ceará, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe e muitas cidades em Pernambuco, sempre com teatros lotados.

Socorro é dentista e exerce a profissão há mais de 40 anos. É também proprietária do Espaço Cultural Inácia Rapôso, na Rua da Glória, 465 – Boa Vista, onde muitos artistas realizam ensaios e cursos de dança, teatro, violão, moda e outras atividades culturais. Ela nem casou nem teve filhos, aliás, diz que as 24 pessoas que trabalham com ela na peça são os seus “filhos adotivos”.

Socorro também foi destaque na Escola de Samba Império Serrano, na homenagem a Ariano Suassuna, em 2002, quando parte do elenco da peça dividiu o carro “Auto da Compadecida” com atores da microssérie da Globo. O convite feito a ela foi um desejo do próprio Suassuna. Mesmo com toda a sua admiração a Fernanda Montenegro, Compadecida na TV e no cinema, o autor pediu que o posto fosse dado a Socorro, segundo ele “a minha Compadecida de ontem, hoje e sempre”. Socorro Rapôso participa todos os anos da “Paixão de Cristo do Recife”. Entre seus outros trabalhos como atriz, destacam-se “Batalha dos Guararapes”, “Cantarim de Cantará”, “A Comédia do Amor”, “O Menino do Dedo Verde” e “Cadeira Vazia”. Fez ainda a leitura dramática “Flores d’América”, texto de João Denys. Atualmente, além do “Auto da Compadecida”, produz a peça “Palhaços – O Reverso do Espelho”, com direção de Célio Pontes, ambas pela Dramart Produções.

Bento Júnior:

Bento Júnior é um dos grandes admiradores do paraibano Ariano Suassuna. Na década de 80, foi um dos jovens atores paraibanos a fundar e compor um grupo comunitário de teatro de rua, o Boca de Forno, que tinha como pressuposto trabalhar em cima das questões políticas do momento, até porque naquele período o Brasil vivia resquícios do golpe de 64 e tinha João Batista como último presidente daquele movimento militar. Através deste grupo, Bento Júnior montou o espetáculo teatral Circo Sem Pano, que fez várias apresentações em praças, mercados, escolas, universidades, hospitais, centros de cultura, palcos tradicionais etc.

Na sua trajetória artística participou de aulas teatrais com Fernando Teixeira, Ednaldo do Egypto, Geraldo Jorge, Fernando Abath, Margarida Cardoso, João Costa, Alarico Correia Neto e Buda Lira. Destas aulas nasceu o espetáculo teatral “No Amor Somos Todos Reacionários”. Neste espetáculo foram trabalhados vários textos do dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, dirigido por João Costa, com temporada nos teatros paraibanos.

Em 1985 teve a honra de atuar no espetáculo “A Cabeça da Santa”, dirigido por Tarcísio Pereira, quando  da inauguração do Teatro Yrácles Pires, em Cajazeiras/PB. No mesmo ano, Bento Júnior entrou para a UFPB no Curso de Artes, com Habilitação em Artes Cênicas fazendo diversos experimentos teatrais ao lado de Beto Quirino, Kennedy Costa, Paulo Ditarso e Glória Pordeus.

Alberto Black:

“Assinar a direção de “Auto da Compadecida” é viajar pela cultura nordestina e curtir a essência de Ariano Suassuna e os seus valores. O teatro é uma atividade bastante rica e empolgante depois de estarmos envolvidos nela. O fazer teatro requer duas coisas fundamentais: Paciência e Persistência, isto independe do grupo. A dificuldade na leitura, a falta de concentração e a imaturidade contribuem para o exercício do sofrimento do diretor, sofrimento no bom sentido, onde ao perceber as dificuldades, vislumbra nelas as soluções. A expectativa existente na representação e na apresentação dos alunos é algo que só se manifesta na véspera de uma apresentação, ou melhor, minutos antes dela. Nossa intenção é formar atores e atrizes, contribuindo na formação de bons cidadãos que têm direito à educação e à cultura. Exercite sua emoção vá ao teatro!” Alberto Black.

Sobre o Grupo de Teatro Circo Sem Pano:

Fundado em 1991, o Grupo de Teatro Circo Sem Pano é de João Pessoa-PB e coordenado pelo ator Bento Júnior montando diversos espetáculos teatrais, inicialmente com alunos da rede pública de ensino, do Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa. Pelo Grupo de Teatro Circo Sem Pano já passaram diversos nomes do teatro paraibano, Cris Maurício, Kleyton Cruz, Alberto Black, Luciana Portela e outros. E em parceria com Alberto Black o grupo montou “Auto da Compadecida” de 2001 a 2007, fazendo a sua estreia no Theatro Santa Roza, no dia 12 de dezembro. Realizou outras apresentações no Teatro Paulo Pontes, fez temporada no Teatro Ednaldo do Egypto, dentro do Projeto “Teatro nas férias” no mês de julho, realizado pela Egyptu`s Produções. Participou ainda da X Mostra Estadual de Teatro, no Theatro Santa Roza, e do Prêmio Ednaldo do Egypto de Teatro, no Teatro Ednaldo do Egypto.  

Ficha Técnica
Autor: Ariano Suassuna

Adaptação: Bento Júnior

Direção Geral: Alberto Black

Assistente de Direção: Bento Júnior

Elenco: 

Chris Maurício: João Grilo
Ítalo Rômany: Chico e Diabo
Andry Lira: Mulher do Padeiro e Cangaceira
Diego Machado: Padeiro e Cangaceiro
Arlysson Araújo: Padre João
Israel Ferbar: Bispo e Cangaceiro
Edilza Detmering: Cangaceira Anastácia
Mariana Petite: A Compadecida, Cangaceira Joana, Gatinha e Irmã das Almas
Nathanael Alves Filho: Jesus, Cangaceiro Zumbi e Major Antônio Morais.
Participação especial: Bento Júnior como Severino do Aracaju.
Cenografia e figurino: Alberto Black e Bento Júnior.

Confecção do figurino: Antônia Pereira Soares

Direção e operação de imagens: Adilson Luiz

Montagem e edição do vídeo: Eduardo Correia Preview Produtora

Cenotécnico: Ítalo Rômany

Projeto de Iluminação: Ítalo Rômany

Operador de Luz: Marcelo Martins

Criação de Cabelo e Maquiagem: Elenco do Grupo de teatro Circo Sem Pano

Composição da Trilha Sonora: Quinteto Itacoatiara

Operador de Som: Gorette Araújo e Marcelo Martins

Sonoplastia: Alberto Black

Arte Designer: Amadeus Coisethal

Fotografia: Juarez Carneiro Studio

Serviço:

Espetáculo “Auto da Compadecida”

Local: Teatro Ednaldo do Egypto
Endereço Avenida Maria Rosa, 284, Manaíra.
Acesso para deficiente físico
Ar condicionado
Capacidade: 170 pessoas

Dias: Sábados e domingos do mês de agosto.

Horário: 20h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira)
                  R$ 10,00 (estudante)
Forma de pagamento: Dinheiro

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Informações: (83) 3214-8021

Pontos de venda: Centro de Arte e Cultura Municipal Teatro Ednaldo do Egypto.

Apoio Cultural:  Juarez Carneiro Studio, Jornal da Paraíba Clube do Assinante, Panificadora Manaíra, Preview Produtora, SATED-PB, Panificadora Manaíra e Centro de Arte e Cultura Municipal Teatro Ednaldo do Egypto.

Agradecimentos especiais: A Gráfica, Sonho Doce, D&F Studio de Beleza, Gorette Araújo e Adilson Luiz.

Assessoria de Imprensa: Sheilla Martins 

Produção: Alblack Produções

Realização: Grupo de Teatro Circo Sem Pano



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