quinta-feira, 30 de agosto de 2018

RECITAL COM MÚSICO CONSIDERADO MITO NACIONAL DO VIOLONCELO EM PROL DE CRIANÇAS COM CÂNCER


O músico violoncelista Antonio Lauro Del Claro, considerado um mito nacional do violoncelo, com mais de 50 anos de carreira faz apresentação exclusiva em prol das crianças em tratamento do câncer de todo o Brasil, atendidas pela Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN).

A convite da instituição, o músico vem a Curitiba para apresentar o seu trabalho atual: “CELLO EM SOLO BRASILEIRO”. Um recital de violoncelo com obras brasileiras, com duração de aproximadamente 50 minutos.

O evento será organizado e promovido pela APACN, nesta sexta-feira, dia 31 de agosto, às 20 horas, no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba que une arte através da música clássica e solidariedade. Toda a arrecadação com a venda de ingressos será destinada à associação.

De acordo com a presidente da instituição Mariza Del Claro, a vinda do musico propiciará a oportunidade ao público para assistir um dos mitos nacionais do violoncelo com esse projeto que envolve algumas obras de músicas do nosso país. “Sempre lemos ou ouvimos através de críticos e artistas que os curitibanos são apreciadores da música clássica e erudita. Não fica restrito apenas a São Paulo, Curitiba é sempre receptiva à boa arte”, argumenta.

Disse ainda que o Teatro da Reitoria da UFPR, palco que ao longo dos anos marcou a sua história no cenário paranaense, agora receberá esse artista, que dedica o seu tempo e a sua arte em prol dos carequinhas atendidos pela APACN. “Um presente ao Teatro da Reitoria, aos nossos patrocinadores, apoiadores e doadores, aos nossos voluntários e principalmente ao público”, finaliza Mariza Del Claro.

Para o artista será a primeira experiência em realizar uma ação em prol de crianças em tratamento do câncer, nesse formato: uma apresentação exclusiva. “Espero que o público consiga captar a energia e a emoção que certamente permeará a apresentação. E também compreender a importância de colaborar com esse movimento que é vital para que muitas crianças sejam atendidas da forma mais humana possível”, ressalta Antonio Lauro Del Claro.

Disse ainda que conhece o trabalho da instituição através da atual presidente, o qual sempre acompanha a distância. “Vejo todo empenho e esforço no sentido de humanizar o tratamento das crianças portadoras de câncer e suas famílias, com ajuda psicológica e todo o suporte necessário e sem custos. E, por acreditar na proposta e na seriedade da instituição e das pessoas que a compõem, não tive dúvidas em aceitar e procurar disponibilizar o mais rápido possível uma data para que pudesse prestar a minha colaboração”, finaliza.

Uma sessão de fotos com uma paciente da instituição foi realizada em uma locação que é uma loja de instrumentos musicais de corda em Curitiba. A personagem foi a Laís Eduarda Aparecida Nunes Coelho, 8 anos de Brusque, Santa Catarina que posou para a lente da fotógrafa Mila Marconcin, enquanto conhecia e ouvia pela primeira vez como é o som de um violoncelo.

As imagens feitas com a Laís serão utilizadas para ilustrar o evento promovido pela instituição e para representar todos os carequinhas que precisam da APACN, com isso, ações como o recital são para levantar recursos para continuar com o trabalho desenvolvido desde 1983, garantindo o acesso desses pacientes ao tratamento nos hospitais de Curitiba, além de envolvê-los nessa atmosfera artística através da música.

De acordo com o músico Antonio Lauro Del Claro, entre todos os instrumentos de cordas o violoncelo é o que mais se aproxima do timbre da voz humana, tornando-se cativante para quem toca e para quem ouve. Disse ainda que a música provoca muitas emoções e sensações principalmente nas crianças que são extremamente receptivas às suas vibrações, por isso achou mágica a experiência vivenciada pela paciente Laís que teve o seu primeiro contato com o instrumento durante a sessão de fotos. “Senti que a minha filha se desligou um pouco da rotina diária entre hospital e medicações e teve a oportunidade de entrar ao menos um pouco no universo da música. Quem sabe após o término do tratamento ela se interesse em aprender a tocar algum instrumento”. Relatou o pai Lucas Gerson de Melo.

SOBRE:

ANTONIO DEL CLARO, violoncelista

É natural de São Paulo. Sua trajetória com a música começou quando tinha 7 anos junto ao pai que também era violoncelista.

No Brasil foi aluno de Jean Jacques Pagnot; na Itália de Radu Aldulescu e Enrico Mainardi; na França de Roberto Salles e na Suíça tornou-se um discípulo de Pierre Fournier.

Foi o integrante mais jovem nas orquestras de Câmara Pró-Música de São Paulo e Filarmônica de São Paulo e o primeiro violoncelista das orquestras do Teatro Municipal de São Paulo e da USP.

Fez parte do Trio de Genebra na Suíça; no Brasil do Trio Artistrio e do Trio das Américas. Com estes participou de turnês na Europa e nas Américas e fez gravações à Rádio Suisse Romande.

Foi professor da Unicamp e professor convidado da Fundação Carlos Gomes (FGV) de Belém.

Realiza seminários e masterclasses no Brasil e EUA.

Já participou de importantes festivais de música como por exemplo o Internacional de Curitiba, de Inverno de Campos do Jordão, de Música de Londrina, de Juiz de Fora, Música nas Montanhas e Femusc.

Foi Diretor Artístico do Encontro de Cordas da FGV de Belém e do Encontro de Cordas de São Luis. 
Foi também Diretor Artístico e Maestro da Orquestra de Cordas da Fundação Carlos Gomes em Belém.

Gravou com os principais compositores brasileiros e estreou obras dedicadas para si por: Camargo Guarnieri, Osvaldo Lacerda, Claudio Santoro, Almeida Prado e Sérgio Vasconcelos Corrêa.

Conquistou o 1º lugar no Concurso de Verão Musical de Taormina – Itália e prêmios de Melhor Solista Jovem em 1967 e 1972; Melhor Solista em 1992 e o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Solista Instrumentista em 1999.

CELLO EM SOLO BRASILEIRO

E o que é ser CELLO (violoncelo) (céu) EM SOLO (sozinho) (meu chão) BRASILEIRO?

“O trabalho de uma vida. Mas como apresentação pública, comecei com esse projeto em 2016, a convite de Álvaro Colasso, na série SOLO MÚSICA. Durante minha trajetória tive oportunidade de conhecer e conviver com alguns dos mais representativos compositores que principalmente escreveram para o meu instrumento, além de me dedicarem algumas de suas obras. Uma palavra, uma troca de ideias, serviram para motivar queridos e grandes mestres a comporem obras inéditas participando assim, comigo, dessa grande empreitada. Grato aos queridos Edmundo Villani Cortes, Dimitri Cervo, Aluísio Didier, Raul do Valle, Aleh Ferreira.

O programa do Cello em Solo Brasileiro não obedece a uma cronologia ou temática, mas sim apresenta em aproximadamente 50 minutos um leque desses diversos compositores/amigos.

Fico muito motivado a continuar com esse trabalho, tanto pelos compositores, como pelo público deveras carente de conhecer o repertório brasileiro.

Viva a MÚSICA BRASILEIRA”

RESUMIDO

Recital de violoncelo com obras brasileiras. É o violoncelo sozinho no chão brasileiro.

Um deleite para a audiência, graças por um lado ao seu grau de dificuldade e por outro a beleza e diversidade das obras. Apresenta um leque dos diversos compositores, alguns em primeira audição mundial e outros que honram o intérprete dedicando-lhe suas obras, desde Claudio Santoro, Edmundo Villani Cortes, Dimitri Cervo, Aluísio Didier, Raul do Valle e Aleh Ferreira.

PROGRAMA

DIMITRI CERVO - 1968

Suíte Brasileira para cello solo (dedicada a Antonio Lauro Del Claro)

Prelúdio

Maracatú

Cantiga

Desafio

ERNANI AGUIAR - 1950

Meloritmias no. 9

EDMUNDO VILLANI CORTES - 1930

Tríptico para cello solo (dedicada a Antonio Lauro Del Claro)

Choro

Seresta

Embolada

CLÁUDIO SANTORO - 1919 - 1989

Fantasia Sul America (dedicada a Antonio Lauro Del Claro)

CLOVIS PEREIRA - 1932

Da suíte Macambira

O Canto do cego

Côco agalopado

OS COMPOSITORES E OBRAS

DMITRI CERVO - A obra Prelúdio, Maracatu, Cantiga e Desafio foi criada em 2017 a pedido do violoncelista Antonio Lauro del Claro para o seu projeto Cello in solo Brasileiro. A peça foi concebida levando em conta uma scordatura da corda Dó para Si. O Prelúdio tem a forma ABA, sua seção A é nitidamente inspirada em Bach, com uma seção contrastante em arpejos na seção B. O Maracatu tem sua rítmica baseada no baque arrasto, do maracatu de baque virado, que acompanha uma melodia sincopada. A Cantiga é baseada em uma cantiga de cego recolhida por Oneyda Alvarenga, um tipo de melodia com caráter triste e melancólico, comumente cantadas por pedintes em regiões pobres do nordeste brasileiro. O Desafio é um gênero musical oriundo do repente do nordeste brasileiro, onde dois poetas improvisadores, geralmente acompanhados de violas, travam uma batalha com perguntas e respostas rimadas. Procurei emular no violoncelo esse jogo de perguntas e respostas. Através de variados materiais procurei consumar uma obra que equilibra o voo universalista com os elementos nacionais.

ERNANI AGUIAR - Acredito que a palavra "Meloritmia" (e o seu plural) foi criada pelo próprio compositor, em 1972. Estava no último ano de composição com o Mestre Guerra-Peixe e inspirado por suas "Melopéias" para flauta, fez uma sequência de três peças para o citado instrumento e nomeou "Meloritmias" que significa algo com melodia e rítmo. Simplesmente. Uma segunda série foi "Meloritmias Nº 2" escrita em Firenze em 1975, dedicada para o amigo violoncelista Renato Insinna. Todas as "Melôs" são séries de três pecinhas no esquema "movido-lento-movido" com exceção das "Nº 5" para viola que são três peças que podem ser tocadas de maneira independente. Tanto que a primeira delas: "Ponteando" foi transcrita para violino e violoncelo.

TRÍPTICO - Villani Cortes

Quando estávamos fazendo nossos encontros para “desbravar” a obra, acertar detalhes, sem interferir na idéia, apenas tornando-a mais violoncelística, Villani me contou que desde menino, sempre teve tendência para se encantar com a natureza: gostava de subir em árvores, apreciava as nuvens do céu, se emocionava com as noites estreladas, e percebeu que certas músicas passavam para si esta mesma emoção estética e daí surgiram as primeiras experiências como compositor. Segundo ele, receber o convite para compor uma peça para Violoncelo solo foi uma grande honra e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade: a idéia de compor o Tríptico partiu da intenção de de explorar o Violoncelo Solo em uma peça que lembrasse o som do nosso País.

Nas três peças que escreveu e dedicou a mim, estão presentes as reminiscências das Valsas, do Samba e também das Emboladas, onde os cantores da época costumavam demonstrar suas habilidades vocais através de uma peça musical onde a riqueza da prosódia tornava mais dificil a execução. No todo, o Tríptico retrata toda a singeleza e pureza de alma do Villani.

CLAUDIO SANTORO - As Fantasias são um claro espelho de sua última fase: desprendidas de todas linguagens já usadas anteriormente, clássicas na forma, sintéticas no pensamento, contrastantes e com a marca registrada do compositor.

A Fantasia Sul América foi dedicada ao violoncelista Antonio Lauro Del Claro, para cello solo é uma das quinze obras encomendadas pela Sul América para as provas de confronto do concurso "Jovens Intérpretes da Música Brasileira” em um período extremamente fértil do compositor em 1983.

Santoro costumava em audições escrever na hora peças para leitura a primeira vista, e estas Fantasias refletem seu profundo conhecimento das possibilidades técnicas e expressivas de cada instrumento. A Fantasia para cello tem elos comuns com a Fantasia para violino. Santoro aproveita então esse DNA e transforma em um concerto duplo para os dois instrumentos com uma nova roupagem orquestral.

CLÓVIS PEREIRA - Como responsável pelas primeiras composições do MOVIMENTO ARMORIAL idealizado por Ariano Suassuna, o compositor demonstra na Suíte Macambira a versatilidade em transitar do erudito ao popular, fazendo uma releitura moderna e nacionalista de um dos mais importantes compositores que escreveu para o violoncelo que foi BACH. O movimento “o canto do cego” apresenta uma melodia doída dos pedidores de esmolas das feiras do interior nordestino. O movimento “coco agalopado” combina de forma magistral dois tradicionais gêneros do nordeste que é a própria dança do coco e o vigor dos desafios dos cantadores e violeiros.

APACN

A Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN) é uma instituição sem fins lucrativos em atuação há 34 anos, com a missão de apoiar crianças de todo o Brasil, para realizar o tratamento do câncer em Curitiba. Nesse período, recebem hospedagem, alimentação, educação, atendimento odontológico, transporte, suporte de equipe multidisciplinar composta por psicóloga, nutricionista e assistente social. Contam com espaços como brinquedoteca, oficinas de artesanato, sala de televisão, capela e anfiteatro. Os pacientes que realizam transplante de medula óssea permanecem em apartamentos especiais, lúdicos e confortáveis, chamados de TMOs (Transplante de Medula Óssea) para garantir o êxito do procedimento realizado pelo paciente. Todo esse suporte é sem custos e pelo tempo necessário para a realização do tratamento. A APACN também possui o Ambulatório Menino Jesus de Praga, que é o local de atendimento de crianças de Curitiba e Região Metropolitana que não necessitam ser internadas, e que são encaminhadas pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e também com o CEGEMPAC – Centro de Genética Molecular e Pesquisa de Câncer em Crianças, para realização de pesquisas. www.apacn.org.br

SERVIÇO

Recital Antonio Lauro Del Claro

Realização: APACN

Quando: Dia 31 de agosto

Horário: 20 horas

Onde: no Teatro da Reitoria da UFPR - Rua XV de Novembro, 1299 - Centro Curitiba PR

Capacidade: 700 pessoas

Valor do ingresso: R$ 50

Valor meio ingresso: R$ 25

Venda de ingressos: www.livepass.com.br

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

Acesse facebook.com/APACNParana

Foto/Crédito da imagem: Mila Marconcin – Legenda: Laís Eduarda Aparecida Nunes Coelho (Paciente em tratamento da APACN)

Fonte: Assessoria de Imprensa

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