terça-feira, 27 de novembro de 2018

MOVIMENTO BLACK MONEY LANÇA A STARTBLACKUP




SBU – StartBlackUp – realizará uma série de encontros de empreendedores e profissionais que desejam começar ou melhorar seus negócios (Start), dentro de uma pauta identitária (Black) com a finalidade de juntar talentos, formar network e incentivar a conexão com investidores que auxiliem a ignição de novos empreendimentos (Up). Dia 30 de novembro, às 19h.

Circular Capital Social e fomentar criação de redes de relacionamento também é Black Money! Somos uma comunidade de empreendedores e intra-empreendedores negros alimentada por eventos locais, administrada por membros apaixonados movidos pelo desejo de unir agentes transformadores e restabelecer o protagonismo negro nos pilares da nova economia. Nossa comunidade e eventos contam com a participação de parceiros como: empresas de todos os portes, fundadores de startups e profissionais ligados à inovação e empreendedorismo.
Sabemos como o Empreendedorismo no Brasil, principalmente para a população afrodescendente é um esforço de sobrevivência a partir de propósito, soluções de negócio e aprendizado contínuo. Geramos e gerimos nossos negócios muitas vezes sozinhos mas nenhum empreendimento sobrevive sem uma rede de fortalecimento.
Nosso escaravelho simboliza a força do afro empreendedorismo que nos dias atuais se renova em coletivo através de networking e cadeias produtivas pautadas em educação, inovação, acessibilidade, investimentos e escalabilidade. Ao ampliar nossas relações garantimos maior longevidade e melhores relações entre negócios e também junto à sociedade.

O Movimento Black Money tem como meta estimular a geração de negócios de modo a ampliar as oportunidades de trabalho e renda para os negros no Brasil, com base em inovação e empreendedorismo. Números indicam que o afro empreendedorismo já é uma realidade e que só precisa de maior comunicação e alicerce da base para circulação e trocas dentro dessa rede: baseado na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), o Sebrae aponta que, em dez anos, a quantidade de empreendedores negros cresceu 29% no Brasil. No segmento das micro e pequenas empresas – aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano –, o percentual de empresários negros passou de 43% para 50%. Somos os que mais empreendem mas ainda sofremos com escalabilidade e inovação tecnológica em serviços e produtos por não termos acesso à credito e educação empreendedora.

O Movimento Black Money além do fomento das relações dentro da comunidade negra, vem à luz com denúncias e informações junto às instituições financeiras e empresariais para engajar toda a sociedade para o compromisso da diminuição das desigualdades socioeconômicas no país.

As projeções otimistas sobre o aumento e qualificação dos níveis de emprego para este ano foram desmanteladas com as novas pesquisas onde identificaram o crescimento em 1.3% do desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2018 comparado com o último trimestre de 2017. A falta de oportunidades no país atinge 13.1%, deixando à margem cerca de 13.7 milhões de brasileiros. Em uma seara de escassez ainda nos deparamos em como esse problema atinge de forma mais brutal a população negra. 63.7% da população desempregada no país é preta ou parda, ou seja: de cada 3 DESEMPREGADOS no Brasil 2 são NEGROS.

Ao olhar para a realidade do grupo que está ativo no mercado de trabalho a desigualdade continua: o abismo socioeconômico onde negros recebem salários 40% menor que brancos. Ponto central do início da reportagem do Programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios do dia 29/04/2018, que trouxe o estudo do Instituto Locomotiva onde demonstra 800 bi de reais seriam introduzidos na economia se brancos e negros recebessem o mesmo salário.

Para a população negra no Brasil o empreendedorismo muitas vezes preenche a lacuna da empregabilidade como alternativa de manutenção/geração de oportunidades e renda. Abrir o negócio próprio e valorizar suas origens e cultura é a forma como grupos investem na economia para incentivar renda entre a população da sua comunidade. Essa filosofia está em vários grupos étnico-raciais em todo o mundo e tem sido reconhecida na comunidade negra como a filosofia do Black Money.

Foto/crédito Luiz Brown: Nina Silva.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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