segunda-feira, 23 de setembro de 2019

SOCIEDADE BRASILEIRA DE TEATRO MUSICAL DIVULGA PESQUISA INÉDITA DA FGV SOBRE IMPACTO ECONÔMICO DO SETOR


A Sociedade Brasileira de Teatro Musical, associação composta por alguns dos principais produtores de espetáculos musicais do país, divulgou na manhã desta segunda-feira, no Teatro Opus, em São Paulo, os resultados da pesquisa inédita "Impacto Econômico do Teatro Musical”, realizada pela Fundação Getulio Vargas - FGV.

Pela primeira vez desde o surgimento deste setor, um estudo traçou um panorama completo da força significativa dos musicais, incluindo impacto total na economia, retorno sobre investimento via leis de incentivo à cultura, criação de empregos diretos e indiretos, e geração de impostos. No total, foram estudados 28 espetáculos musicais na cidade de São Paulo, que estiveram em cartaz durante o ano de 2018. O estudo indicou que, neste período, houve movimento de, aproximadamente, R$ 1 bilhão, somados os impactos diretos e indiretos.

Confira alguns dos principais dados extraídos da pesquisa:

Impacto total de R$1,01 bilhão, sendo:

• 80,6% (R$813 milhões) referentes a gastos de espectadores (Direto: R$511 milhões / Indireto: R$302 milhões);

Desses R$813 milhões, os gastos ficaram distribuídos da seguinte forma:

34% com alimentação (R$277,9 milhões),

16% com hospedagem (R$132,50 milhões),

14% compras pessoais (R$116,4 milhões),

13% passeios e atrações turísticas (R$102,8 milhões),

11% transporte local (R$85,8 milhões),

12% outros tipos de gastos (R$98 milhões)

• 19,4% (R$196 milhões) referentes à organização dos espetáculos (Direto: R$122 milhões / Indireto: R$74 milhões).

Índice de alavancagem econômica de R$8,25, considerando:

• A seguinte fórmula do cálculo: Índice de Alavancagem Econômica = Impacto Econômico / Investimento Total feito pelos organizadores de espetáculos, ou seja, R$8,25 = R$1,01 bilhão/ R$ 122 milhões)

• Significa que para cada R$ 1,00 investido pelos organizadores nos espetáculos de teatro musical, foram movimentados R$ 8,25 na economia.

Foram gerados 12.824 postos de trabalho, sendo:

• 67,5% diretos – 8.662 postos de trabalho – na cadeia produtiva dos espectadores, entende-se como postos de trabalho diretos aqueles que os espectadores pagam diretamente, como os gerados em restaurantes, transporte aéreo e terrestre, hotéis, agências de viagens, locadora de veículos, comércio, entretenimento, etc. Adiciona-se se aí o que os organizadores pagam diretamente, como cachês aos artistas/músicos, serviços de logística, aluguéis de espaço e estrutura, marketing e promoção, atividades administrativas etc.

• 32,5% indiretos – 4.162 postos de trabalho – na cadeia produtiva dos espectadores e dos organizadores, entende-se como postos de trabalho indiretos bens e serviços produzidos por fornecedores de alimentação, indústria de bens de consumo, marketing, propaganda, limpeza, manutenção, energia, água, óleo e gás, etc.

Retorno em tributos de R$131,3 milhões, sendo:

• 22,3% - Municipais - R$29,3 milhões,

• 11,7% - Estaduais – R$15,4 milhões

• 66,0% - Federais – R$86,6 milhões

Retorno sobre o investimento público de R$1,92 (192%), considerando:

• O retorno em tributos de R$131,1 milhões

• Incentivo fiscal total de R$68,3 milhões (sendo 99,8% via Lei Rouanet)

• A fórmula para tal cálculo: Retorno sobre o investimento = Retorno em tributos / Valor captado via Leis de incentivo, ou seja, R$1,92 = R$ 131,3 milhões / R$ 68,3 milhões

• A captação de recurso, por meio das leis de incentivo, dos organizadores dos espetáculos que fizeram parte desse estudo, foi de, aproximadamente, R$ 68 milhões. Destes, 99,8% foram incentivados através da Lei Rouanet.

• O resultado do retorno sobre o investimento público dos espetáculos de Teatro Musical da cidade de São Paulo foi de 1,92, o que significa que cada R$ 1,00 captado através de mecanismos de incentivo nos projetos do segmento pesquisado, geram R$ 1,92 de retorno em tributos, ou seja, em arrecadação para o governo, em suas três esferas.

Os 28 espetáculos atingiram um público total de 1.091.673 pessoas, sendo:

• 16,1% - Brasileiros não residentes na cidade do evento;

• 24,2% - Excursionistas – não dormem na cidade do evento;

• 58,7% - Brasileiros residentes na cidade do evento;

• Dos não residentes da cidade, 88,4% manifestam interesse de voltar a São Paulo para assistir a outro musical.

Outros dados relevantes da pesquisa:

• Os 28 espetáculos do estudo concederam um total de 189.173 ingressos gratuitos durante as apresentações realizadas em 2018;

• O gasto médio por espectador realizado pela organização para realização dos espetáculos musicais que foi de R$ 112,11;

• O valor médio do ingresso praticado nos espetáculos foi de R$ 82,47.

Para acessar o conteúdo completo da pesquisa, clique aqui

Fonte: FGV

Para a Sociedade Brasileira de Teatro Musical, a pesquisa inédita tem um caráter importante no debate da indústria criativa. “Os números apontados pela FGV comprovam a sensação que já tínhamos, mas ainda não havíamos quantificado com riqueza de detalhes. Somente no contexto da cidade de São Paulo, conseguir retornar aos cofres públicos em impostos 192% do que foi captado via leis de incentivo à cultura é a prova da relevância da cadeia produtiva criada a partir do segmento do Teatro Musical”, analisa Stephanie Mayorkis, presidente da Instituição.

Além do aspecto econômico, Stephanie também destaca o protagonismo social do setor. “É louvável que uma indústria hoje, na cidade de São Paulo, consiga criar anualmente quase 13 mil empregos, que geram renda para diversas famílias. Isso sem contar que, dos mais de 1 milhão de espectadores, cerca de 200.000 assistem aos musicais com ingressos gratuitos como contrapartida social exigida pela lei de incentivo à cultura”, completa.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Sociedade Brasileira de Teatro Musical

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