terça-feira, 16 de maio de 2017

EM PILÕES OS ÓRGÃOS PÚBLICOS E PRIVADOS PROMOVEM CAMINHADA ALUSIVA AO DIA 18 DE MAIO EM PILÕES

Em Pilões acontecerá a caminhada no Dia 18 de Maio, data alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. A concentração será no Pátio da Feira, às 15h, nesta quinta-feira.

A caminhada que saíra em direção à Praça João Pessoa, irá reunir diversos segmentos da sociedade e do poder público como a Prefeitura Municipal de Pilões (PMP), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar de Pilões, Escolas das redes de ensino estadual e municipal, Secretarias Municipais de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde, Centro de Referência a Assistência Social (CRAS), Escola Ágape, Igrejas Católica, Batista e Assembleia de Deus, Rádio Pilões Alternativa, Portal Web Se Liga Pilões, Portal Pilões em Foco, bem como o Poder Judiciário e o Ministério Público.

A proposta do “18 DE MAIO” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

Esse ano, mais uma vez, em alusão ao Dia 18 de Maio, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, vem ressaltar as inúmeras violações que os grandes eventos esportivos que o país já sediou e os empreendimentos de infraestrutura têm acarretado na vida de crianças, adolescentes, suas famílias e comunidade.

SOBRE A CAMPANHA

O Dia 18 DE MAIO, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou em 15 anos muitos municípios do nosso país.

A cada ano tem-se registrado uma adesão maior de municípios na mobilização em torno do “18 de Maio” por meio de caminhadas, audiências públicas, debates nas escolas, concurso de redação nas escolas, exibição de filmes e debates, realização de seminários e oficinas temáticas e de prevenção a violência sexual, panfletagem, criação de produtos de comunicação sobre a temática, campanhas nas rádios e entrevistas com especialistas entre outros.

Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

COMBATE EM TODO O BRASIL

A violência sexual praticada contra a criança e ao adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais tanto pessoas e/ou redes utilizam crianças e adolescentes para satisfazerem seus desejos e fantasias sexuais e/ou obterem vantagens financeiras e lucros.

Nesse contexto, a criança ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de humanidade e de proteção. A violência sexual contra meninos e meninas ocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual. Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, por estarem vulneráveis, podem se tornar mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo.

Em razão desse contexto, faz-se de extrema importância que o movimento de defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes se articule, se insira, participe e incida nesse debate, sobretudo, em função das grandes obras que já estão em curso no país e dos megaeventos que se o Brasil vai sediar.

Nesse “18 de MAIO” FAÇAMOS BONITO na luta pelos direitos de crianças e adolescentes.

Fonte: ASCOM PMP

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