segunda-feira, 8 de outubro de 2018

VINÍCIUS S.A. E SEU NEOPANÓPTICO NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO


O artista plástico baiano Vinícius S.A. volta a São Paulo com exposição na qual revisita a questão da invasão a que somos submetidos diariamente através das inúmeras câmeras presentes em locais públicos e privados. NeoPanóptico propõe um jogo com o público, no qual ele pode ser ao mesmo tempo objeto (sendo observado) e ator (observando). A instalação poderá ser visitada pelo público até o dia  16 de dezembro (de terça-feira a domingo), na CAIXA Cultural São Paulo, com entrada franca. 

Formada por quatro núcleos, NeoPanóptico traz a obra “O Grande Irmão”, uma nuvem suspensa de olhos, alguns deles contando com câmeras de vídeo, que captam imagens dos visitantes e as projetam em outra sala. O observador também terá sua imagem capturada por um grande caleidoscópio e poderá observar o cotidiano do ateliê do artista, que utilizará uma câmera acoplada ao seu corpo e outra fixada no espaço de trabalho durante o período da exposição.

O conceito do Pan-óptico, criado pelo filósofo Jeremy Bentham em 1785, parte de um edifício penitenciário em planta circular onde, de uma torre central, é possível ver todos os detentos. A ideia embrionária do “olho que tudo vê”, tão presente na vida do homem pós-moderno, surge da necessidade de manter a sociedade obediente, assegurando a ordem instituída. Segundo o curador Roaleno Costa, “NeoPanóptico coloca o fruidor diante de questões contemporâneas que apontam para a nova ordem em que os corpos assumem vigilância não somente sobre o outro, mas fundamentalmente sobre e contra si mesmos. Os olhos estão em todos os lugares. Estão nas mãos. Fazem parte do caleidoscópio multiplicador de personas, simulacro das várias vidas que se encerram em uma só. A matéria atravessando a história que se confunde entre real e irreal. O imaginário controlado e previsível. Irrealidades contemporâneas.”

A instalação é revelada através do imperativo que se materializa na imersão e do jogo dialético que se conjuga entre real e virtual, trânsito e permanência, espaço e tempo. É assim, portanto, uma experiência estética problematizante na qual o sujeito encontra-se na contraversão do convencional em que as câmeras ocultas se ressignificam como olhos expostos e invasivos, que sincronicamente aproximam e repelem o sujeito.

O projeto do Atelier Vinícius S.A. tem curadoria de Roaleno Costa, gestão executiva da Simples Produções Artísticas, sob supervisão de Milena Raynal, e conta com patrocínio da CAIXA.

O artista

Vinícius Silva de Almeida, nascido em 1983, vive e trabalha em Salvador. Graduado em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, considera-se um artista inquieto. Seu interesse pelas ciências exatas o fez desenvolver uma linguagem própria, que alia o pensamento científico e práticas manuais e de baixa tecnologia a proposições de poéticas visuais poderosas, que, além de estabelecer diálogos com o espectador, traduz a memória e as experiências do artista, fazendo de seu processo uma constante investigação de possibilidades estéticas e conceituais do cotidiano.

A exposição “Lágrimas de São Pedro”, sucesso de público e crítica, itinerou por diversas cidades brasileiras, assim como Frankfurt, na Alemanha, e Las Vegas, nos Estados Unidos. Outras obras do artista também já foram premiadas em renomados Salões e Bienais, a exemplo do “Objeto Óptico #02”, que recebeu o prêmio de residência artística internacional no 15º Salão da Bahia, a instalação “Sorria, você está sendo filmado!”, premiada no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia, e “O Pulso da Bienal”, importante obra do artista que recebeu menção especial na VIII Bienal do Recôncavo. Participou de duas residências artísticas na Holanda e Alemanha.

Vinícius S.A., que é artista representado pela Paulo Darzé Galeria de Arte, também integrou diversas importantes publicações, como os livros "Escultura contemporânea no Brasil", de Marcelo Campos, " 50 anos de arte na Bahia" e "Água, reflexos na arte da Bahia", de Matilde Mattos, e "30 contemporâneos Brasileiros", de Enock Sacramento. Integrou diversas mostras coletivas, com destaque para as exposições “Ready Made in Brasil”, sob curadoria de Daniel Rangel, e "Pertencentes", no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Serviço:

Exposição Neopanóptico, de Vinícius S.A.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)

Abertura: 06 de outubro de 2018 (sábado), às 11h

Visitação: 07 de outubro a 16 de dezembro (terça-feira a domingo)

Horário: 9h às 19h

Informações: (11) 3321-4400

Classificação indicativa: Livre

Entrada franca

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa

Fonte/Foto-reprodução/divulgação: Assessoria de Imprensa

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