quarta-feira, 21 de agosto de 2019

FRIO AUMENTA CHANCES DE EVENTOS CARDÍACOS


Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), o inverno aumenta em 20% a 25% a incidência de eventos cardiovasculares, principalmente em pessoas que já apresentem alguma predisposição. Baixas temperaturas interferem na circulação sanguínea e podem predispor ao aparecimento de dor no peito (angina), ou até mesmo a um infarto.

De acordo com a cardiologista e médica nuclear da DIMEN, Priscila Cestari Quagliato, isso acontece, pois as baixas temperaturas fazem com que o sistema cardiovascular trabalhe mais para manter o equilíbrio térmico do corpo. “A vasoconstrição - processo em que os vasos se contraem para impedir a perda do calor – é uma reação de defesa natural ao frio, mas que pode resultar em uma sobrecarga do coração em casos específicos”, explica a médica.

Existem exames cardiológicos que permitem a detecção precoce de problemas cardiovasculares, como o teste ergométrico. Mas algumas populações, como pacientes hipertensos por exemplo, podem apresentar alterações do eletrocardiograma relacionadas ao aumento crônico da pressão arterial e em alguns casos, até relacionadas a hipertrofia (aumento da musculatura do coração) gerando dúvida diagnóstica. Nessa situação, exames de imagem tem um papel o importantíssimo.

A Medicina Nuclear conta com dois exames que podem auxiliar de forma precisa a detecção das doenças cardiovasculares, prevenindo eventos catastróficos como o infarto, sendo eles: a cintilografia de perfusão miocárdica e o PET/CT cardíaco. Conheça:

Cintilografia de perfusão miocárdica

Este exame avalia a circulação sanguínea do coração. É realizado em repouso – com a administração endovenosa de um material com baixa radioatividade – e após o estresse – seja por atividade física em esteira ergométrica ou simulação desta por meio de medicamentos, para os casos em que o paciente não consegue realizar o esforço físico (por dificuldades motoras, por exemplo).

"A cintilografia capta imagens do coração e avalia se o fluxo de sangue está preservado e, em caso de redução de fluxo (a chamada isquemia), permite identificar qual a coronária deve ser tratada", esclarece.

PET/CT

O PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) utiliza uma glicose radioativa por via endovenosa, que permite diferenciação com extrema precisão entre cicatriz pós- infarto do músculo do coração; de músculo ainda vivo. O resultado deste exame auxilia o cardiologista na decisão de investir em um procedimento de revascularização para restabelecer o fluxo de sangue para a área doente, permitindo assim a sua recuperação quando ainda há músculo vivo.

Imagem: Reprodução/divulgação

Fonte: Assessoria de Imprensa

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