quinta-feira, 18 de junho de 2020

CENTRO DE MEMÓRIA BUNGE RELEMBRA HISTÓRIA DO CINEMA NO BRASIL


O primeiro cinegrafista e diretor do Brasil, Afonso Segreto, registrou suas primeiras imagens em movimento na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1898, data considerada o Dia do Cinema Brasileiro até hoje. Após seu marco inicial, o cinema brasileiro passou por diferentes períodos históricos que refletiam em suas obras de contexto social, econômico, cultural e político do país.

No início do século XX, os cinemas de rua cresceram e a arte cinematográfica se tornou uma tendência elitizante, principalmente no Rio de Janeiro, com os cinemas Éclair e Odeon, e em São Paulo, com o Cine Belas Artes e o Cine Alhambra, este último, um dos primeiros cinemas elegantes do Centro Velho da cidade.

Como uma forma de diversificar suas atividades e contribuir com a Cultura, indo além de suas instalações fabris de tecidos de algodão, parafusos e pentes, a Bunge inaugurou em 1927 o Cine São Bento. Localizado na rua que lhe deu o nome no centro da capital paulista, o cinema foi o exibidor oficial da Paramount e da rede Select Programa, por meio da Empresa Distribuidora Cinematográfica do Brasil. A inauguração contou com a exibição do filme "Tristeza de Satanás", da Paramount, um grande sucesso do cinema mudo da época.

O Cine São Bento encerrou suas atividades em 1950 e dele resta hoje apenas sua fachada, tombada como patrimônio cultural da cidade e é ocupado pelo comércio popular local. A Bunge investiu no cinema e em obras cinematográficas décadas atrás e conta com diversas obras audiovisuais produzidas por destacados cineastas, todas guardadas no acervo do Centro de Memória Bunge, como "A Terra de Érico", documentário sobre a vida e obra de Érico Veríssimo e "Uma Canção Brasileira" de Jean Manzon.

Mais informações sobre as obras audiovisuais podem ser encontradas no Centro de Memória Bunge, que reconta os mais de 100 anos de história da Bunge no Brasil. Todo acervo está disponível para consulta e visitação, após o fim do isolamento, mediante agendamento.

Sobre

Centro de Memória Bunge

O Centro de Memória Bunge foi criado em 1994 e desde então é um dos projetos da Fundação Bunge. Referência na área de preservação da memória empresarial, o local tem como objetivo a guarda e preservação de documentação histórica, a disseminação do conhecimento e a utilização de seu acervo como um instrumento estratégico de gestão. Realiza diversas atividades gratuitas como Atendimento a Pesquisas, Exposições Temáticas, Visitas Técnicas e Benchmarking. Além disso, promove as Jornadas Culturais, série de palestras e oficinas gratuitas com objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais.

Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há mais de 60 anos atua em diferentes frentes com o compromisso de valorizar pessoas e somar talentos para construir novos caminhos. Suas ações estabelecem uma relação entre passado, presente e futuro e são colocadas em práticas por meio da preservação da memória empresarial (Centro de Memória Bunge), do incentivo à leitura (Semear Leitores), do voluntariado corporativo (Comunidade Educativa), do desenvolvimento territorial sustentável (Comunidade Integrada) e do incentivo às ciências, letras e artes (Prêmio Fundação Bunge).

Foto do acervo do Centro de Memória Bunge do Cine São Bento em São Paulo - Fonte: Assessoria de Imprensa

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