Nesta sexta-feira, 5 de maio, celebra-se o Dia Mundial da Higienização das Mãos. A data foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a fim de conscientizar a população sobre a importância de lavar as mãos corretamente e com frequência. A medida promove saúde e é essencial na prevenção de doenças infecciosas, como gripes e resfriados.
Se a água não estiver disponível, o uso de álcool em gel também é recomendada, como aconteceu na pandemia de COVID-19, em que tal item tornou-se indispensável no combate à proliferação do coronavírus.
Escassez
Embora haja outros recursos para a higienização, a água sempre estará em primeiro lugar. No Dia Mundial da Higienização das Mãos, vale ressaltar a importância do acesso à água potável e saneamento básico para garantir a saúde e o bem-estar das populações vulneráveis. Em comunidades indígenas do Amazonas, por exemplo, onde esses serviços são escassos em várias regiões, o projeto WASH tem desempenhado um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
O projeto Emergência Roraima - WASH (sigla em inglês para Água, Saneamento e Higiene) é uma iniciativa que busca melhorar as condições de acesso à água potável e saneamento básico em comunidades vulneráveis, especialmente nas áreas remotas e de difícil acesso, como é o caso das comunidades indígenas no Alto Solimões, na Amazônia brasileira.
A iniciativa é patrocinada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e implementado pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) Roraima.
Qualidade de vida
De acordo com a coordenadora do projeto, Gizele Marques, o Emergência Roraima – WASH existe para viabilizar o consumo saudável de água, além do desenvolvimento e manutenção de infraestruturas de saneamento básico nessas comunidades. Desta forma, o projeto contribui para melhorar a qualidade de vida e promover saúde. Isso inclui a melhoria de Unidades de Saúde em sete aldeias indígenas da região do Alto Solimões, impactando positivamente a vida de mais de dez mil pessoas.
As atividades que acontecem neste projeto visam atingir positivamente as populações que residem em áreas com altos riscos de insalubridade, como Abrigos e Ocupações Espontâneas. Esses locais geralmente não contam com sistemas adequados de esgoto e tratamento de água, o que faz com que as pessoas que vivem ali estejam expostas à diversas doenças que se proliferam facilmente sob essas condições, como as diarreias.
Prática saudável
De acordo com o voluntário Bryan Guillen, que atua no projeto Emergência Roraima – WASH, numa Casa de Saúde Indígena (Casai), os habitantes da região veem a prática da lavagem de mãos como algo muito importante. “Além dos Yanomanis, também atendemos etnias como Ye’kwana e Sanumã. A higiene é algo que ajudamos a conscientizar por aqui, já que há escassez de recursos”, diz.
Segundo o Yanomami Djalma, a higienização das mãos é primordial para o manuseio, principalmente, dos alimentos e de itens usados para a preparação das refeições. “Sabemos que sem a higienização correta das mãos e desses itens, corremos o risco de desencadear doenças. Isso é algo que realmente não queremos que aconteça”, relata.
Gizele explica que as ações do WASH são baseadas em levantamentos prévios realizados junto às comunidades indígenas. “Elas podem incluir a perfuração de poços, execução de torres de abastecimento de água, sistemas de tratamento de água e esgoto, sistemas de coleta de água da chuva e reformas em banheiros, entre outras intervenções”, narra.
Como lavar as mãos corretamente?
Para contribuir com as celebrações do Dia Mundial da Higienização das Mãos, a dermatologista Mara Silveira dá dicas para lavar as mãos corretamente e maneiras de ensinar essa prática às crianças. Veja:

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