No dia 25 de novembro (sábado), o Festival do Fado, maior mostra de fado a nível internacional, regressa a São Paulo com o tema O Fado e a Guitarra Portuguesa. O evento acontecerá no Teatro Opus Frei Caneca e trará um dos expoentes no gênero, a artista portuguesa Cuca Roseta, que, entre outras parcerias, já trabalhou com Djavan e Jorge Drexler. A artista será acompanhada por um dos maiores guitarristas portugueses de sua geração, Sandro Costa.
Para o concerto
no Festival do Fado em São Paulo, Cuca Roseta
preparou um espetáculo especial onde irá percorrer os clássicos do gênero e os
melhores sucessos da sua carreira. A fadista quer ainda cruzar o seu canto com a cultura brasileira, tendo preparadas
algumas surpresas para o público. Os ingressos
são vendidos pela Uhuu! e bilheteria do Teatro Opus
Frei Caneca.
Em paralelo ao show, o Festival trará, no período da manhã do dia 25/11,
um workshop exclusivo sobre a guitarra portuguesa ministrado
pelo próprio Sandro Costa, e uma mostra de cinema, com o documentário Guitarras
à Portuguesa. Tanto o workshop quanto
a mostra de cinema acontecem no Consulado Geral de Portugal em São Paulo.
Completando 13 edições, desde seu
início em Madri em 2011, o Festival do Fado
promove esta arte lusitana e, por consequência, a língua e a cultura portuguesa
ao redor do mundo. O evento já passou por mais
de 17 cidades e 13 países da Europa, Ásia, África e América Latina, com
apresentações de grandes artistas aliadas a workshops, projeção de filmes e exposições representativas do fado.
Um ponto de destaque em todas as
edições é a guitarra portuguesa. O mais
emblemático instrumento do fado traz sons
inimitáveis. A história da guitarra portuguesa
remonta ao início do século XIX. Ela nasceu nos bairros populares de Lisboa,
onde os músicos de rua começaram a usá-la para acompanhar os cantores de fado.
Ao longo do tempo, o instrumento evoluiu, tanto
esteticamente como em termos de popularidade, tornando-se o símbolo
da música portuguesa, associado à nostalgia e às emoções do fado. Hoje, a
guitarra portuguesa representa um patrimônio rico e vibrante da cultura
portuguesa.
Programação SP – 25 de novembro (sábado)
Consulado Geral de Portugal em São Paulo
11h - Workshop A
Guitarra Portuguesa com Sandro Costa - 50 min
12h – Mostra de cinema com o documentário Guitarras à Portuguesa” - 90
min
Teatro Opus Frei Caneca
16h Show de Cuca Roseta e Sandro Costa
- 80 min
Mais informações sobre o Festival do Fado em www.festivalfadosaopaulo.com
Sobre Cuca Roseta
Cuca Roseta é uma das mais
aclamadas e respeitadas vozes do fado. A fadista, que conta com sete discos
editados - com assinatura dos mais prestigiados produtores mundiais - tem feito
uma carreira de enorme sucesso, com grande reconhecimento da mídia e
do público.
Cuca Roseta já passou pelos mais
importantes palcos nacionais portugueses e mostrou todo o seu
talento e a sua voz em mais de 50 países pelo mundo. Pela sua carreira, firmou
parceria musical com Bryan Adams, Júlio Iglesias, Ivan Lins, Djavan, Jorge
Drexler, David Bisbal, Niña Pastori, Silvia Pérez Cruz entre outros.
O seu disco
de estreia foi produzido em 2011 por Gustavo Santaolalla prestigiado
produtor e detentor de vários Grammys e Óscares. O sucesso do seu disco, homônimo, foi tão grande
que a destacou rapidamente como uma das mais importantes fadistas.
Porém, Cuca não ficou
por aqui. Em Raiz, o seu segundo
disco, assume-se como compositora e letrista na maioria dos temas, valorizando
ainda mais o mundo do fado e destacando todos
os seus talentos.
Depois de Gustavo Santaolalla,
também Nelson Motta, notável produtor brasileiro, ficou rendido
ao talento de Cuca Roseta e produziu o seu
terceiro disco, Riu, que viria a revolucionar sua carreira.
O seu
quarto trabalho, Luz, é um álbum onde fica mais patente a força,
a segurança e a paz que existe em cada uma das suas canções.
Em 2020, Cuca Roseta afirma
e confirma todo o seu talento, com dois
trabalhos notáveis. O primeiro, um disco de
homenagem a Amália Rodrigues, Amália por Cuca Roseta, que recebeu
enormes elogios por parte dos mídia, e o segundo, Meu,
um disco onde a fadista se assume como autora e compositora de todos os temas.
Em 2023, Cuca Roseta irá editar um
disco inédito em espanhol e português no qual cruza duas culturas: o Fado e o Flamenco. No
final do ano, Cuca terá o seu novo disco de
carreira, onde promete mostrar toda a sua arte e reforçar ainda mais e
toda a sua identidade - o seu caminho no fado.
Sobre Sandro Costa
Sandro Costa, desde cedo, mostrou sua
aptidão e gosto para a música. Foi no seio familiar
que começou a tocar os primeiros acordes, em conjunto com o seu
pai e com o seu irmão.
Alguns anos mais tarde, foi pela
primeira vez a uma casa de fado e apaixonou-se pelo som da guitarra portuguesa.
Sandro Costa já tinha formação musical suficiente
para tocar o instrumento e aprendeu de uma
forma autodidata ao longo do tempo.
O artista
tocou em várias casas de fado, sendo o Café
Luso – uma das casas de maior referência em Lisboa – onde permaneceu mais tempo
como residente. Pelo seu caminho, tocou para vários fadistas, entre os quais se
destacam Mafalda Arnauth, Carminho e Marco Rodrigues. O virtuosismo
e a criatividade artística fazem dele um dos melhores músicos da atualidade.
O talento
de Sandro Costa levou-o a ser chamado como músico da
artista Mísia, fazendo parte de projeto com ela durante mais de três anos. Nos
tempos livres, tocava numa outra casa de fado chamada Canto da Atalaia. E foi,
justamente nesta casa, que conheceu a fadista Cuca Roseta. Tendo esta ficado
encantada com toda a genialidade de Sandro, convidando-o de
imediato para integrar sua banda, onde permanece até hoje.
Sandro Costa já percorreu os quatro
cantos do mundo, tendo atuado, em carreira solo ou em concertos, em diversos
países. Alguns que se destacam são Austrália,
Angola, Brasil e China.
Com um disco gravado, prepara agora a
edição de um novo trabalho que será editado ainda em
2023 e que incluirá trabalhos autorais e de outros músicos de renome, bem
como composições históricas do universo
fadista.
Workshop: A Guitarra
Portuguesa
Sandro Costa irá apresentar, em tom
informal, todo o mistério, potencial e
versatilidade da guitarra portuguesa, instrumento este único e característico
do fado e de Portugal. Será feita também uma demonstração e
explicação da mesma.
Documentário: Guitarra à
Portuguesa
O filme
aborda a passagem do conhecimento na guitarra portuguesa na primeira pessoa em
Coimbra e em Lisboa. Os construtores de guitarras, os vários autores e os
guitarristas desvendam os diferentes percursos, partilhando o sentimento de criar um universo musical neste
instrumento que se tornou inequivocamente português pelo uso que este país fez
dele e pela relevância que lhe atribuiu.
O documentário traz Pedro de Castro, José Luis Nobre Costa, Mário
Pacheco, Ricardo Dias, António José Moreira, Jorge Gomes, Manuel Coroa, Paulo
Soares (Jójó), Luis Guerreiro, Ricardo Parreira, António Chainho, Custódio Castelo,
Ângelo Freire, Bernardo Couto, Carlos Gonçalves, Marta Pereira da Costa,
Fernando Meireles, Gilberto Grácio, Óscar Cardoso, José Manuel Neto.
Sobre o fado e a guitarra portuguesa
Portugal tem um instrumento musical de
sonoridade inconfundível: a guitarra portuguesa, que toca os primeiros acordes
do fado e pede silêncio para dar palco à voz.
Instrumento de grande entrada nos
salões europeus de meados do século XVIII, foi introduzido em Portugal a partir
das colônias de residentes ingleses em Lisboa e no Porto, pontos de referência
para muitas das modas culturais absorvidas pelas elites citadinas
da época.
Até ao primeiro quarto do século XIX,
esta “guitarra inglesa” permaneceu como atributo exclusivo da burguesia e da
nobreza dos salões urbanos, sobretudo tocada por senhoras.
A partir do segundo quarto do século
XIX, vai surgindo nas fontes históricas a designação “guitarra
portuguesa” atestando a utilização do modelo de seis
pares de cordas, uma alteração, provavelmente,
introduzida em Portugal.
A partir de 1840, surgem notícias da
sua associação ao fado, onde assume um plano de
absoluta centralidade até os nossos dias. O guitarrista
Armando Augusto Freire (1891-1946) foi autor de inúmeros fados e variações,
deixando uma escola da qual saíram, entre outros, Jaime Santos, Carvalhinho,
Raúl Nery e José Fontes Rocha.
No que se refere aos conjuntos de
guitarras, ficaram como referência na história do
fado os conjuntos do Professor Martinho d’Assunção,
proeminente violista e compositor e o conjunto de guitarras de Raúl Nery, criado a convite da
Emissora Nacional e formado pelo próprio Raúl Nery, José Fontes Rocha, Júlio
Gomes e Joel Pina.
Ao longo do século XX, Artur Paredes e
Carlos Paredes ampliariam notavelmente o repertório,
a expressividade e a técnica do instrumento, convertendo-o num
fascinante instrumento de concerto, com um vasto repertório solístico.
Um instrumento com um timbre tão distinto que, onde quer que esteja, qualquer português a
reconhece aos primeiros acordes.
SERVIÇO
FESTIVAL DO FADO
Teatro Opus Frei Caneca
Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca,
569 - Consolação, São Paulo -
SP, 01307-001
https://teatroopusfreicaneca.
Classificação:
Entrada permitida a partir de 6 anos de idade
Acessibilidade
Ar-condicionado
Capacidade: 600 pessoas
Data: 25 de novembro
Programação:
Consulado Geral de Portugal em São Paulo
11h - Workshop A
Guitarra Portuguesa com Sandro Costa - 50 min
12h – Mostra de cinema com o documentário Guitarras à Portuguesa” - 90
min
Entrada franca
Teatro Opus Frei Caneca
16h Show de Cuca Roseta e Sandro Costa
- 80 min
INGRESSOS
A partir de R$80 ($40 meia-entrada)
Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada
CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:
Uhuu.com – com taxa de serviço
https://uhuu.com/comprar-
Bilheteria física – sem taxa de serviço
- Teatro Opus Frei Caneca (Shopping
Frei Caneca - a partir do dia 02/12)
De segunda a domingo, das 12h às 20h
(pausa almoço: 15h às 16h)
Formas de pagamento:
- Bilheteria do teatro: dinheiro,
cartão de crédito e cartão de
débito
- Site da Uhuu.com e outros pontos de
venda oficiais: cartão de crédito
Cartões de créditos aceitos: Visa,
Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo
Cartões de débito aceitos: Visa,
Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo
Estacionamento: R$14 por 2 horas.
Fonte: Assessoria de Imprensa

Postar um comentário