Protagonista de “Cangaço Novo”, série original do Prime Video que se encaminha para
sua segunda temporada com ele novamente no papel de Ubaldo, Allan Souza Lima também se prepara para
estrear, pela primeira vez, na direção de um longa-metragem: “Poeta Bélico”, ambientado em um mundo
pós-apocalíptico onde os resquícios de humanidade se entrelaçam com violência,
linguagem e sobrevivência — projeto autoral que promete unir lirismo e caos em
um mesmo enquadramento.
Com uma trajetória marcada por versatilidade e
escolhas densas, o pernambucano se firmou como um dos intérpretes mais
expressivos da nova geração. Em “Cangaço Novo”, que alcançou o Top 10 em 49 países logo após seu
lançamento, Allan interpretou um homem que, arrancado de uma vida urbana e
insossa, mergulha num sertão reinventado à moda de um faroeste moderno — onde
coronelismo, justiça armada e dilemas morais se entrecruzam. A performance é de
fôlego, sustentada por camadas de conflito interno e físico, à altura de um
protagonista trágico.
Logo após as filmagens da segunda fase da série,
o ator participou de dois longas ainda inéditos: “Lusco-Fusco”, de Bel Bechara e Sandro Serpa, no qual interpreta
Matias, um homem em erosão psíquica num contexto de violência familiar; e “Talismã”, dirigido por Thais Fujinaga,
onde vive Orlando.
Multifacetado, Allan começou sua relação com a
arte ainda na infância, influenciado diretamente por seu antigo vizinho, o
lendário Chico Science. Além de ator, é roteirista, produtor e agora diretor.
Já atuou em três idiomas — português,
espanhol (“A Cabeça de Gumercindo
Saraiva”) e francês (“La
Salamandre”) — consolidando-se como artista de fôlego transnacional.
Formado pela CAL (Curso de Artes de Laranjeiras —
RJ), é sócio da Ikebana Filmes e acumula mais de dezessete trabalhos na
televisão, entre eles “Caminho das Índias” (2009), “Avenida Brasil” (2012), “A
Regra do Jogo” (2015), “Órfãos da Terra” (2019), “Amor Perfeito” (2023) e “Mania
de Você” (2024). No cinema, soma doze longas no currículo, incluindo “A Menina
que Matou os Pais/O Menino que Matou Meus Pais” (2021), como Cristian
Cravinhos. No teatro, destacam-se títulos como “Raimunda, Raimunda” (2013), de
Francisco Pereira da Silva, e a monumental “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”
(2024), onde interpretou Jesus.
Com mais de trinta e cinco prêmios acumulados —
incluindo o Kikito de Ouro de Melhor
Ator no Festival de Gramado (2016) e uma recente indicação ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
(atualmente renomeado Prêmio Grande Otelo) — Allan segue expandindo seus
territórios expressivos. Finalista do Dancing Brasil, revelou um domínio cênico
corporal ainda inexplorado, e apresentou sua sensibilidade visual na exposição
“Sertão Íntimo”, com fotografias captadas durante os oito meses de filmagens no
Sertão de Cariri, exibidas no Espaço de Arte Caboco (SP).
SOBRE
POETA BÉLICO
Direção: Allan Souza Lima
Elenco principal:
Alejandro
Claveaux, Renato Góes
País de origem: Brasil
Idioma original: Português
Storyline: Num mundo
pós-apocalíptico, onde todo o traço de civilização desapareceu, um guerrilheiro
e um poeta se unem para atravessar vastas paisagens em busca de um segredo do
passado, em direção a um confronto mortal.
Sinopse: Num futuro
próximo, a humanidade foi devastada por pandemias e guerras civis fratricidas.
O ódio tomou conta do mundo a ponto de não sobrar mais sinais de presença
humana. Um violento Guerrilheiro é um dos últimos sobreviventes, obcecado em
desvendar a localização de um sítio misterioso. O que há neste lugar é um
segredo que somente ele sabe. No seu caminho, encontra um pacífico Poeta, que
guarda de memória as poesias e as canções do seu povo. Ambos se unem para
atravessar terras inóspitas e encarar um ambiente hostil, além dos demônios internos
de cada um. Alternando em alianças e conflitos, os dois homens discutem a
natureza humana enquanto tentam sobreviver e entender o que restou do mundo.
Foto/crédito: Adri Lima
Fonte: Assessoria de Imprensa

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