A 19ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero terminou na noite desta sexta-feira, 29 de agosto, reafirmando-se como um dos mais importantes espaços de debate e difusão do respeito à pluralidade sexual e de gênero no Brasil. Durante oito dias em Fortaleza (CE), foram exibidos 61 filmes, divididos em seis mostras. Também integraram a programação, lançamento de livros, oficinas, espetáculos teatrais e shows.
Dos sete longas-metragens em disputa na Mostra Competitiva Internacional, cinco foram premiados pelo júri oficial com dois troféus Elke Maravilha cada, o que causou congestionamento no lugar mais alto do pódio. Se considerarmos as cinco principais categorias da premiação, o documentário paulista As Primeiras, de Adriana Yañez, assume a dianteira, com os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção (veja abaixo relação completa dos premiados).
Porém, ainda assim, três dos outros filmes vencedores das demais categorias do “Top 5” (Melhor Roteiro, Atriz e Ator), saíram do Cinema do Dragão, na noite de ontem, com mais de um troféu debaixo do braço. O pernambucano Salomé garantiu o prêmio de Melhor Direção para André Antônio e o de Melhor Fotografia para Linga Acácio.
O filme paulista Explode São Paulo, Gil dividiu o prêmio de Melhor Atriz para sua protagonista, Gil, com Agnes Geneva, protagonista do neerlandês Meu Nome É Agnes (curiosamente, ambos os longas têm o nome da protagonista em seus títulos). Explode... também ficou com o troféu de Melhor Edição, para a equipe formada por Ian Capillé, Maria Clara Escobar e Joana Luz. Já Meu Nome... levou o prêmio de Melhor Trilha Sonora, para S’yo Fang.
Por fim, o goiano Apenas Coisas Boas foi laureado nas categorias Melhor Ator, para Lucas Drummond, e Melhor Direção de Arte, para Marcus Takatsuka. Correndo por fora, o colombiano Planeta B de Brigitte levou o prêmio de Melhor Direção de Som.
Curtas-metragens
Já na competição de curtas-metragens, o paulista Vacas Brancas Preguiçosas, de Asaph Luccas, acumulou três troféus: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz, para Mavi Lucena. Em segundo lugar, vem o carioca Carne Fresca, com os troféus de Melhor Fotografia, para Guilherme Tostes, e Melhor Som.
O cearense Peixe Morto foi premiado como Melhor Roteiro, para João Fontenele; o gaúcho Zagêro, como Melhor Ator, para Victor di Marco; o carioca Se eu tô aqui é por mistério, como Melhor Direção de Arte, para Fernanda Teixeira; o também carioca Ponto e Vírgula, como Melhor Som; e o turco Oi Mãe, Sou eu, Lou Lou, como Melhor Edição para Tuvana Simin Günay.
Os prêmios das duas mostras competitivas oficiais (longas e curtas) ficaram a cargo da comissão julgadora formada pela diretora e produtora de cinema LGBTI+ Alice Chiappetta; pela bailarina, jornalista, cineasta e produtora cultural Elaine do Carmo; pelo cineasta e documentarista Luis Alejandro Yero, pela criadora, roteirista, diretora e produtora Roberta Marques; e pela cantora, compositora e atriz Verónica Valenttino.
Paralelas
O 19º For Rainbow também contou com duas mostras paralelas competitivas: a Feminino Plural, que concedeu o troféu Elke Maravilha, e a Cearense, que premiou com o troféu Paulo Diógenes. Para definir quem foram os vencedores de ambas as mostras, o júri foi composto pela dramaturga, diretora de cinema e de fotografia, Lilia Moema Santana; pela pesquisadora, roteirista, diretora e produtora de cinema, Magi do Carmo; e pela atriz, diretora, roteirista, curadora, produtora de cinema e artivista LGBTQIAPN+, Layla Sah.
Essa trinca de mulheres poderosas decidiu que o Melhor Filme da Mostra Feminino Plural foi o francês Razão (Kotowari), de Coralie Watanabe Prosper, e ainda concedeu uma Menção Honrosa para o baiano Anastácia, de Lilih Curi. Já na Mostra Cearense, o troféu de Melhor Filme foi para o fortalezense Quebramar, de Carol Honor e Lucas Ranyere. Mais uma vez tivemos uma Menção Honrosa, para o filme aracatiense Tiramisú, de Leônidas Oliveira.
Encerrando as premiações, o júri da Associação Cearense de Críticos de Cinema (ACECCINE), formado Soul Ray, estudante de análise crítica de literatura e de cinema; Cândido Mattos, crítico, diretor, roteirista e montador; e Eric Magda Lima, profissional do audiovisual e da cultura não binárie, escolheu As Primeiras, de Adriana Yañez, como o Melhor Longa-Metragem, e Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli, como o Melhor Curta-Metragem.
For Rainbow
O For Rainbow é uma realização do CENAPOP - Centro Popular de Cultura e Ecocidadania em parceria com a Criar Comunicação e Cultura e o Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. Tem apoio institucional do Governo do Ceará, através da Sediv e Secult, e da prefeitura de Fortaleza, através da SecultFor, entre outros parceiros.
PREMIAÇÃO
MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS-METRAGENS
MELHOR FILME: As Primeiras, de Adriana Yañez (São Paulo / BR)
MELHOR DIREÇÃO: André Antônio, de Salomé (Pernambuco / BR)
MELHOR ROTEIRO: Adriana Yañez, de As Primeiras (São Paulo / BR)
MELHOR ATRIZ: Gil, de Explode São Paulo, Gil (São Paulo / BR) / Agnes Geneva, de Meu Nome É Agnes (Países Baixos)
MELHOR ATOR: Lucas Drummond, de Apenas Coisas Boas (Goiás / BR)
FOTOGRAFIA: Linga Acácio, de Salomé (Pernambuco / BR)
ARTE: Marcus Takatsuka, de Apenas Coisas Boas (Goiás / BR)
DIREÇÃO DE SOM: Planeta B de Brigitte (Colômbia)
TRILHA SONORA: S’yo Fang, de Meu Nome É Agnes (Países Baixos)
EDIÇÃO: Ian Capillé, Maria Clara Escobar, Joana Luz, de Explode São Paulo, Gil (São Paulo / BR)
MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS
MELHOR FILME: Vacas Brancas Preguiçosas, de Asaph Luccas (São Paulo / BR)
MELHOR DIREÇÃO: Asaph Luccas, de Vacas Brancas Preguiçosas (São Paulo / BR)
MELHOR ROTEIRO: João Fontenele, de Peixe Morto (Ceará / BR)
MELHOR ATRIZ: Mavi Lucena, de Vacas Brancas Preguiçosas (São Paulo / BR)
MELHOR ATOR: Victor di Marco, de Zagêro (Rio Grande do Sul / BR)
MELHOR FOTOGRAFIA: Guilherme Tostes, de Carne Fresca (Rio de Janeiro / BR)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Fernanda Teixeira, de Se eu tô aqui é por mistério (Rio de Janeiro / BR)
MELHOR SOM: Carne Fresca (Rio de Janeiro / BR)
MELHOR TRILHA SONORA: Ponto e Vírgula (Rio de Janeiro / BR)
MELHOR EDIÇÃO: Tuvana Simin Günay, de Oi Mãe, Sou eu, Lou Lou (Turquia)
MOSTRA FEMININO PLURAL
MELHOR FILME: Razão (Kotowari), de Coralie Watanabe Prosper (França)
MENÇÃO HONROSA: Anastácia, de Lilih Curi (Bahia / BR)
MOSTRA CEARENSE
MELHOR FILME: Quebramar, de Carol Honor e Lucas Ranyere (Fortaleza)
MENÇÃO HONROSA: Tiramisú, de Leônidas Oliveira (Aracati)
JÚRI DA CRÍTICA
MELHOR LONGA-METRAGEM: As Primeiras, de Adriana Yañez (São Paulo / BR)
MELHOR CURTA-METRAGEM: Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli (Rio Grande do Sul / BR)
Foto/crédito: Vitória Hellen e Gynna Meira
Fonte: Assessoria de Imprensa
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