A Casa da Cidadania em Lisboa recebe a
exposição “Tudo nasce do mesmo lugar”, da artista portuguesa Maria Caroço. A
mostra estará aberta para visitação até 10 de abril, com entrada franca.
Nesta exposição, Maria Caroço transforma
resíduos e materiais descartados em esculturas e ilustrações, criando obras
visuais a partir do que é normalmente visto como lixo. A artista propõe uma
reflexão sobre consumo, desperdício e responsabilidade ambiental, inspirada nos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
"As obras visuais apresentadas são
esculturas tridimensionais e ilustrações contemporâneas, criadas a partir de
resíduos e materiais descartados, moldadas e pintadas, maioritariamente, com
tintas naturais e de autoria própria", explica a curadora da exposição,
brasileira, Sabrina Stephanou. Restos difíceis de reciclar transformam-se em matéria
poética, questionando o destino que damos ao que já não queremos ver",
complementa.
"Entre
humor e distopia, surgem objectos imaginários, como o Aspirador de Calorias,
símbolo de uma sociedade que prefere apagar os sinais do prazer a enfrentar as
suas próprias escolhas", define Sabrina. "Tal como uma pipoca que
cresce sob pressão, estas peças falam de metamorfose, adaptação e resistência.
Do lixo que não chegou ao mar nasce um oceano simbólico, um lembrete de que
cuidar é amar", elabora.
Sobre
a artista
Maria
Caroço (Torres Vedras, 1972) é designer de moda, criadora de padrões e artista
visual portuguesa. Formada em Design de Moda pelo IADE (1995), construiu uma
trajetória que cruza marcas autorais, desenvolvimento têxtil e criação
independente. Fundadora do Maria Caroço Studio, trabalha na intersecção entre
moda, ilustração e arte tridimensional, explorando o reaproveitamento têxtil e
resíduos de difícil reciclagem como matéria poética e crítica. A sua prática
investiga transformação, memória e consumo, propondo uma estética sensível onde
criar é também um ato de cuidado. Apresentou a sua marca no Lisboa ID
(2009–2010), colaborou em projetos editoriais e musicais — incluindo a
digressão “Mundo”, de Mariza (2017) — e desenvolve padrões e peças autorais em regime freelancer. Desde
2020, intensificou o trabalho em escultura de parede e pintura mista com
materiais descartáveis. Em 2024, realizou a exposição individual “Eu,
Disjuntamente” e prepara novas mostras que cruzam aguarela,
tridimensionalidade e reflexão sobre publicidade, desejo e liberdade
provisória. Paralelamente, promove oficinas criativas e projetos educativos
entre Brasil e Portugal, defendendo a arte como prática regenerativa e
instrumento de consciência ambiental.
Informações
Data: 13 de março a 10 de abril de 2026
Abertura da exposição: 17h
Local: Fórum Grandela - Casa
da Cidadania – Estrada de Benfica n.º 417, Lisboa
Horário para visitação: Segunda a sexta-feira,
9h30–13h | 14h–17h30
Entrada franca
Contato: stephanoucultural@gmail.com
Redes sociais: @mariacaroco_studio e @stephanoucultural
Foto/crédito: Maria Caroço - Legenda: Trabalho da exposição Tudo Nasce do Mesmo Lugar
Fonte: Assessoria de Imprensa

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