PEÇA O CÉU DA LÍNGUA, DE GREGORIO DUVIVIER, SE APRESENTA EM JOÃO PESSOA, DIA 1º DE AGOSTO, NO TEATRO PEDRA DO REINO

 


De 16 de julho a 8 de agosto o espetáculo O Céu da Língua embarca em uma turnê pelo Nordeste e no dia 1 de agosto, sábado, às 19h, a peça se apresenta no Teatro Pedra do Reino.

O espetáculo reúne importantes reconhecimentos: Gregorio Duvivier conquistou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria Melhor Ator em Peça de Teatro, tendo sido indicado nas categorias de Melhor Peça de Teatro, Melhor Direção de Peça de Teatro e Desenho de Luz em Peça de Teatro. No Prêmio do Humor RJ 2026 foi vencedor nas categorias Texto e Espetáculo, além de ter sido indicado nas categorias de Direção e Performance. O espetáculo ainda recebeu indicação ao 36º Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação e levou o 20º Prêmio APTR de Teatro na categoria Dramaturgia (além de ter sido indicado nas categorias Ator, Espetáculo, Produção de Teatro e Iluminação).


Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido. 


“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”. 


A direção é da atriz Luciana Paes, que também divide a dramaturgia do espetáculo com Gregorio. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, figurino de Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente e luz de Ana Luzia de Simoni, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora:


“Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.   


“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define. 


“O Gregorio simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregorio intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”


Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregorio, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados. 


As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregorio extrai humor.


Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. 


Nesta cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregorio e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.


Na turnê pelo Nordeste, o público também poderá adquirir itens exclusivos da lojinha oficial do espetáculo diretamente no link de vendas dos ingressos pela sympla ou diretamente no teatro antes e depois de cada sessão. Entre os produtos disponíveis estão o livreto O Céu da Língua, o livro Aos Pés da Letra (Editora Companhia das Letras), ecobag, camisetas nas cores off white e preta, em diferentes tamanhos, versões do Caderno Azul (com e sem pauta) com acabamento em verniz ou dourado acompanhados de lápis.


Ficha técnica


Interpretação: Gregorio Duvivier

Direção: Luciana Paes

Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes

Assistente de direção, criação visual e projeções: Theodora Duvivier

Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Técnico de Luz: Lelê Siqueira

Desenho de Som: Dugg Mont

Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz

Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente

Cenografia: Dina Salem Levy

Assistente de cenografia: Alice Cruz

Comunicação: Lucas Sancho

Fotos: Annelize Tozetto e Priscila Prade

Identidade visual divulgação: Laercio Lopo

Design gráfico livreto O Céu da Língua: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Marketing digital: Renato Passos

Lojinha oficial: Ana Clara Porto

Assistentes de Produção: João Byington de Faria e Rafaela Correia

Produtora Assistente: Dani Mattos

Produtor Executivo: Lucas Lentini

Gerente de Projetos: Andréia Porto

Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha

Produção: Pad Rok


Serviço


Duração: 85 minutos


Classificação: 12 anos


João Pessoa (PB)


Quando: 1º de agosto


Sábado, às 19h


Teatro Pedra do Reino: Rod. PB-008, Km 5, s/n - Pólo Turístico Cabo Branco, João Pessoa 


Ingressos: Nível 1 - Plateia A (A1- A18): R$ 160 (inteira) e R$80 (meia-entrada) | Nível 1 - Plateia B (A19 - A41): R$ 140 (inteira) e R$70 (meia-entrada) | Nível 2 - Balcão: R$ 100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)


Capacidade: 2.924 lugares


Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/120881/d/386488


Fonte/Imagem-divulgação: Assessoria de Imprensa

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