quarta-feira, 24 de abril de 2019

STARTUPS E MOVIMENTOS DE ACOLHIMENTO À MULHER LANÇAM AVATAR GLÓRIA PARA ATENDIMENTO DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA


O Free Free, movimento criado pela diretora criativa e stylist Yasmine Sterea para promover iniciativas de resgate da identidade e liberdade das mulheres, lança, em parceria com a professora Cristina Castro-Lucas da Universidade de Brasília e um grupo de empresas de tecnologia, o avatar "Glória", plataforma de inteligência artificial voltada para o combate da violência contra a mulher.

A iniciativa reúne empresas de tecnologia e projetos que desenvolvem trabalhos de apoio e acolhimento da mulher, como é o caso do Free Free. A robô Glória foi desenvolvida coletivamente por meio de interfaces inteligentes e de aprendizagem supervisionada por um time de psicólogos e profissionais da área, a partir de um conjunto de algoritmos capazes de evoluir com interações em linguagem natural com os usuários.

A inteligência artificial "Glória" entenderá os fatos relatados e identificará soluções para a quebra do ciclo de violência contra mulheres e meninas. O perfil "Glória" está disponível no Facebook e Instagram (@eusouagloria). O objetivo do projeto é alcançar mais de 20 milhões de pessoas, além de gerar relatórios com segmentação por faixa etária, local, dados socioeconômicos e padrão de ocorrências, que auxiliem o público na formação de políticas, projetos e ações para combater a violência contra a mulher.

A plataforma também permite identificar, apoiar e educar na questão da violência contra meninas e mulheres. "Nós acreditamos num mundo onde as mulheres possam se sentir respeitadas e seguras. A Glória nasce em busca de soluções que passem pela transformação da sociedade frente aos problemas atuais e para deixar um legado para as próximas gerações", afirma Castro-Lucas, uma das idealizadoras da plataforma.

O Free Free, que integra o coletivo para desenvolvimento do projeto, é um movimento que explora o ato de se vestir como um ritual diário de autoconhecimento, estimulando o fortalecimento da identidade da mulher contemporânea, com o objetivo de criar uma relação positiva entre corpo, mente e autoimagem. "Por meio de um método próprio que usa técnicas de psicodrama e neurolinguística, além de experiências imersivas, apoiamos mulheres a se reconectarem com sua criatividade, confiança e liberdade mostrando que roupagem e autoimagem são grandes aliadas", explica Yasmine, idealizadora do movimento.

O Free Free nasceu de uma parceria com o Núcleo de Gênero do Ministério Público para elaboração de um calendário de atividades e projetos para apoiar mulheres em suas trajetórias de superação e independência após situações de violência e abuso. Iniciada em agosto de 2018, a primeira temporada de workshops e experiências impactou mais de 500 famílias em diferentes estados brasileiros.

Oferecidos tanto para mulheres em processo de superação quanto para funcionárias dos Núcleos de Gênero (assistentes sociais, psicólogas e médicas), o projeto ajuda as participantes a resgatar sua confiança e poder interior, além de oferecer caminhos de apoio nas etapas seguintes de sustentação da liberdade.

Além do Free Free e da professora Cristina Castro-Lucas, estão envolvidas no projeto a Ink Inspira, que é reconhecida mundialmente pela Gestão e Avaliação de Projetos Sociais, representada pelas sócias Carla Damião e Liziane Silva; a Seedin, uma startup que desenvolve projetos de Inteligência artificial representada pelos sócios Carlos Milano, Wilson Cruz e Eduardo Schuch (atuantes no desenvolvimento do robô de IA mais conhecido do mundo, o Watson); a Qubo empresa especialista em análise de dados, dona da competição nacional Desafio de Dados, e que atua em projetos de alta complexidade no governo federal e bancos oficiais, representadas pelo CEO Gustavo Guimarães; e a Blockforce que é uma especialista em modelagem e implementação de blockchain, representada pelos sócios Andre Salem e Alexandre Brisolla.

Violência contra a mulher

De acordo com os Relógios da Violência, desenvolvido pelo Instituto Maria da Penha, uma mulher é vítima de violência física ou verbal a cada 2 segundos no Brasil. A maior parte dos casos é reincidência.

Foram registradas 221.238 denúncias de violência doméstica em 2017. Mais de 606 casos por dia. Os estupros tiveram um crescimento de 10,1% de 2016 para 2017. Ao todo, 61.032 casos foram denunciados. Mortes consideradas feminicídios somaram 1.133 casos.

Acompanhe a Gloria nas redes sociais:

Instagram: http://www.instagram.com/eusouagloria

Facebook: http://www.facebook.com/eusouagloria

Fonte/Imagem-reprodução/divulgação: Assessoria de Imprensa

Nenhum comentário:

Postar um comentário