segunda-feira, 10 de junho de 2019

VOCÊ TEM UM FILHO ELÉTRICO? LIVRO INFANTO-JUVENIL "ELÉTRICO” RETRATA O MUNDO A PARTIR DOS OLHOS DE BERNARDO, UM MENINO PORTADOR DO TDAH



Seu filho não para quieto e pula de um lado para o outro o tempo todo? Ansioso, não consegue esperar pela sua vez ou se concentrar por muito tempo em qualquer atividade. E tem sempre algum adulto, um parente ou um amigo, olhando para você como se esse excesso de energia fosse culpa sua – o pai ou a mãe que não sabe como colocar limites numa criança. “Que menino elétrico!” é a frase que você e seu filho mais escutam? A agitação é uma das características conhecidas do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), mas a verdade é que a desinformação sobre o transtorno ainda alimenta muito preconceito na sociedade. De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, mais de 4% da população adulta mundial sofre com o transtorno. Só no Brasil, o TDAH atinge 2 milhões de pessoas adultas. E a maior parte delas simplesmente passou toda a infância e adolescência sem diagnóstico, vítimas da incompreensão dos colegas e até da família.

Herança genética

Hoje, a medicina sabe que a herança genética é um dos fatores associados ao TDAH. Por isso, não é raro que o diagnóstico de uma criança leve a família a descobrir outro portador do transtorno dentro de casa – ou o pai ou a mãe. Foi o que aconteceu com o escritor mineiro Eduardo Ferrari. “Quando consultamos especialistas buscando um diagnóstico para meu filho caçula, ficou claro que eu tinha mais do que semelhanças físicas com ele”, conta o autor. “A infância do meu filho é, de muitas formas, a repetição das dificuldades que eu mesmo tive ao longo da vida sem ter um diagnóstico.”

Literatura para combater preconceito

Ferrari resolveu combater o preconceito com suas armas: a literatura. Para isso, escreveu “Elétrico”, um livro infanto-juvenil que retrata o mundo a partir dos olhos de Bernardo, um menino portador do TDAH. “É uma vida intensa, que não para nunca, mas que valoriza até as menores descobertas e aprendizados”, explica ele. Segundo o autor, crianças hiperativas vão se identificar com a obra. E os pais delas vão encontrar nas páginas uma ferramenta para entender como funciona o cérebro de seus pequenos. 

Sobre:

Autor

O escritor Eduardo Ferrari divide seu tempo entre seus textos, seus meninos – Pedro, de 14 anos, e Gabriel, de dez –, e as cidades de São Paulo e de Belo Horizonte. Jornalista com experiência corporativa de mais de 25 anos, descobriu que tinha sintomas do TDAH numa consulta em que uma psicoterapeuta enumerou as características sobre desatenção, déficit de aprendizagem e inquietude nas crianças, e ele reconheceu mais do que as semelhanças físicas com seus filhos. Foi assim, sem anestesia, que soube que o tal transtorno neurológico tem causas genéticas e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.

Edu sempre foi uma criança difícil. Quando menino, seu apelido era “Grandão”, não só pelo seu tamanho, mas principalmente pelo modo desajeitado como quebrava tudo. Ele também se alfabetizou tardiamente, depois dos oito anos de idade. Não que esse pequeno atraso tenha feito alguma diferença em sua vida adulta, mas ele se lembra do quanto foi difícil juntar uma letra com outra para formar as primeiras palavras e depois frases.

Ficou imaginando que muitos colegas de trabalho, em diversas empresas por onde passou, sofreram com seus sintomas de TDAH sem que nenhuma das partes soubesse a razão. Entretanto, reconhece que quem mais sofre com o diagnóstico tardio dele é sua esposa, a também jornalista Ivana Moreira, que tem de lidar com três meninos elétricos em casa.

Obra

Autor: 
Eduardo Ferrari

Ilustrações: Paulo Stocker

Editora: Literare Books/Scrittore (selo "Filhos Melhores para o Mundo")

1ª edição – 78 páginas – 2019 - R$ 49,90

Formato: 14x21 cm

ISBN: 978-85-9455-164-1

Fonte: Assessoria de Imprensa

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