quinta-feira, 22 de agosto de 2019

FOTÓGRAFA CADEIRANTE SURPREENDE COM ENSAIOS VOLTADOS PARA A REPRESENTATIVIDADE


Maria Paula Vieira, a fotógrafa que conquistou o público por ser exemplo de superação e por trazer para seus trabalhos um olhar artístico e sensível, se orgulha de um setor específico de seu portfólio: A representatividade.
Para a fotógrafa, que é cadeirante desde os 13 anos e lida desde sempre com as limitações e preconceitos da sociedade, é importantíssimo empoderar especialmente as mulheres.
“Vocês já pararam pra pensar quem são aquelas mulheres que a gente vê nas revistas, em desfiles, nos filmes? Qual a mensagem elas trazem ou quem elas representam? Eu sempre olhava e elas não chegavam perto de ser como as mulheres que eu tinha ali no meu dia a dia, com as suas marcas, com seus corpos diferentes, únicos, particulares de cada uma delas...e eu sentia falta de ver isso acontecendo”, explica.
Maria Paula pensou em retratar e empoderar as mulheres quando percebeu que ela tinha seus próprios receios e medos de se mostrar para o mundo. “Eu era cheia de inseguranças, eu não sabia quem eu era ou quem eu poderia ser de verdade. Só sabia que era diferente, mas a minha diferença deixaria tirar a minha própria beleza? Foi quando me vi, nas fotos, que pude me reconhecer”, conta.
Como outros setores, o fotográfico exclui muito a mulheres, ainda.  Por este motivo, Maria Paula percebeu que poderia retratar o melhor de cada personagem. “Quando eu comecei a estudar, eu percebi que não importava o curso que eu fizesse, para onde eu fosse, as modelos chamadas para participar das aulas eram sempre iguais. Eram padronizadas, magras, sem nada que pudesse categorizar como um defeito visto ao outro. E isso me incomodava profundamente”.
Ensaios empoderados
Maria Paula se especializou em fotografias sensuais e começou a trabalhar em cada personagem o que era supostamente considerado ‘fora do padrão’, para transformar cada história.
Com material coletado, a fotógrafa participou de uma palestra no MIS – Museu de Imagem e Som de São Paulo, a convite do coletivo Olhares Delas.
“Representatividade importa para nos sentirmos libertados dos rótulos que nos são sempre impostos, mas também importa para aqueles que não estão acostumados com as diferenças, a saberem respeitar, a olhar com delicadeza, com a beleza que todos temos”, explica.
Para saber mais sobre os trabalhos de Maria Paula Vieira, acesse: www.instagram.com/mpvfotografiawww.instagram.com/mpvretratosdefamilia e https://www.mpvfotografia.com.br/
Foto/crédito: MPV Fotografia - Legenda: Click 2 by Maria Paula Vieira 
Fonte: Assessoria de Imprensa

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