segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

SÍMBOLO DO CARNAVAL DE SALVADOR, IVETE SANGALO DECLARA: "O MELHOR JEITO DE PASSAR O CARNAVAL É COMIGO!"



A primeira edição de 2020 da Revista 29HORAS já está disponível para retirada gratuita nos terminais de embarque e desembarque dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). Neste mês, as celebridades de destaque são Ivete Sangalo e Jesuíta Barbosa, que estampam as capas de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Nesta edição é possível conferir uma matéria especial sobre a cidade de São Paulo, que neste ano completa 466 anos, além de saber quais são as principais atrações e dicas para quem está passando pela quinta maior ponte aérea do mundo.

Edição paulistana – Ivete Sangalo

Nascida em Juazeiro, na Bahia, Ivete Sangalo é uma pessoa completamente enérgica e carrega o Axé nas veias. Além de ser um símbolo do Carnaval brasileiro, ela é, sem dúvidas, uma das maiores artistas do nosso país. No entanto, sobre esse assunto ela deixa claro que não gosta de comparações. O que importa é incluir todo mundo na sua música. “Se relacionar bem é empatia. Eu quero ser respeitada e ouvida por todos, então me esforço para perceber as outras pessoas também”, diz.

Em 2020 a musa completa 27 anos de carreira, com uma coleção interminável de sucessos que dialogam com o Brasil. Exemplo disso é o hit “Festa”, um gatilho de felicidade que traz à tona lembranças do pentacampeonato da Copa do Mundo de 2002, por ter sido a música de comemoração do troféu em diversas mídias, inclusive na televisão. “Nunca imaginava cruzar as fronteiras da Bahia, a música que eu faço é original de onde venho. Então me deixa honrada ser compreendida e acolhida pelo país, ainda mais em clima de união”, conta.

Ivete não ultrapassou somente as fronteiras da Bahia, como também as do Brasil. Seu repertório, com mais de 300 canções, inclui parcerias com diversos artistas internacionais, como Nelly Furtado, Alejandro Sanz e Dave Matthews Band. Ela também já foi reconhecida em mais de 150 premiações dentro e fora do Brasil, como o Grammy Latino. “Vejo que a minha música mexe com as pessoas”, afirma.

Atualmente, “Veveta” enfrenta uma agenda intensa com dez shows por mês, e concilia os seus compromissos com o The Voice Brasil, reality show da Rede Globo em que atua como jurada desde 2018. Na última edição, ela dividiu o júri com Michel Teló, Iza e Lulu Santos, na seleção e aconselhamento dos participantes. Para os novos talentos que almejam o sucesso no mundo da música, a cantora deixa um recado: digo para terem uma postura honesta com todo mundo, seja com o público, com os jurados e com outros artistas. As pessoas lembram disso, você acaba colhendo a honestidade”.

No mês que vem, como de costume nos últimos 27 anos, Ivete está se preparando para arrastar multidões no Carnaval de Salvador. Ela é atração no bloco Coruja, nos dias 22, 23 e 24, e também terá um camarote próprio para convidados no circuito Dodô (Barra-Ondina). “No Carnaval, não tem jeito, eu não saio de lá. Curto muito as festas do Rio, de Sampa e de Olinda, o Carnaval é diverso e traz muitos estilos. Mas abraçamos a rota de Salvador há muito tempo e não tenho planos de sair de lá. É a minha casa”, diz. E para finalizar, a cantora diz que o ano só começa de fato depois dos festejos, e declara: “o melhor jeito de passar o Carnaval é comigo!”.

Edição carioca – Jesuíta Barbosa

Com apenas 28 anos, Jesuíta Barbosa já se consagra como um grande ator no cenário brasileiro. O seu mais recente papel na televisãoo Jerônimo de Verão 90 (novela da Rede Globo exibida entre os meses de janeiro e julho de 2019), rendeu-lhe o prêmio de Melhor Ator de Novela no Troféu Domingão Melhores do Ano 2019. No entanto, ele conta que o seu personagem, um vilão, desagradou a sua avó, que deixou de assistir a novela por conta das maldades de Jerônimo. “Eu argumentei: ‘mas, vó, tô fazendo a novela para a senhora ver’. E ela: ‘Não vou ver mais isso, não. Nojento!’. Ela acabou comigo, foi engraçado”.

No entanto, a revolta da avó de Jesuíta (ou Jesus, como é apelidado pela família e amigos) e o prêmio de Melhor Ator de Novela é reflexo de um trabalho feito com maestria e entrega total na construção dos personagens. Há 11 anos trabalhando como ator, ele coleciona uma série de trabalhos no teatro, na televisão e no cinema. Um dos mais recentes é o musical “Lazarus”, último trabalho do cantor inglês David Bowie, falecido em 2016. “Eu cantei na peça e não acreditava que poderia cantar bem daquele jeito no palco. Também pintei o cabelo de loiro, talvez para me aproximar do personagem, ou do Bowie mesmo”, conta.

Artista nato, ele defende a arte como algo essencial para a vida. “É nela que a gente encontra a dureza da busca pela verdade, pelos nossos demônios, a nossa morada nesse planeta estranho e bonito ao mesmo tempo. Arte consolida disparidades, a beleza, a feiura, os medos e a coragem. Possibilita uma leveza ao nos livrar da ignorância, da verdade única estabelecida pelas instituições sociais e religiosas, porque questiona. Ir ao cinema e sair de lá completamente mudado, ouvir uma música que nos transforme, são provas de sua força”, reflete.

Muito ligado a questões de gênero, Jesuíta conta que deu os seus primeiros passos como ator no coletivo “As Travestidas” – trabalho que foi essencial para a sua trajetória. “O coletivo me possibilitou uma salvação; fazer o contrário do que o mundo pré-datado, ditado pelo Estado e pela Igreja, costuma impingir. Foi a partir d’As Travestidas que passei a entender o feminino. E entendi, nessa sociedade extremamente machista e violenta, que existe uma beleza e grandiosidade no feminino. Ela é tão absurdamente grande e fantástica que precisa ser condenada pela sociedade, porque do contrário ela toma para si o poder. O feminino é a energia mais poderosa do mundo”, afirma.

Na situação atual que o país se encontra, o ator lamenta a censura que a arte vem sofrendo e desabafa:  “quando souberem que educar é conhecer a ciência, quando começarmos a discutir gênero e entender as diferenças de sexualidade, a sociedade será menos doente e mais acolhedora. A gente tem um déficit gigante na educação, e não apenas em termos de sexualidade. Hoje, por exemplo, o acesso à arte tem sido restringido. Há cortes de incentivo ao audiovisual e a censura está dando as caras novamente no nosso país”.

Clicando no hiperlink Revista 29HORAS é possível conferir a íntegra das edições de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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