Um sonho que virou realidade. Esse é o sentimento que toma conta do íntimo da aluna Josefa Lurdinete Pessoa Moreira, do 2º ano do curso técnico integrado em eventos, na modalidade Proeja, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O seu cordel “Sonho de uma menina” vai ser lançado nesta segunda-feira, 8 de março, durante evento que vai homenagear o Dia Internacional da Mulher a ser realizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, no Ponto dos Cem Réis, Centro da capital paraibana. O lançamento está previsto para as 14h30, no mesmo palco onde haverá show da cantora carioca Fernanda Abreu, dentro da programação do evento.
Aos 55 anos de vida, Josefa Lurdinete, uma senhora casada, dona de casa, três filhos, três netos, que reside em um bairro periférico de João Pessoa, sente que uma vida vale mais a pena quando há sonhos realizados após muita luta e dedicação. “Estou muito feliz de poder publicar meu cordel. A emoção é maior ainda, porque vou ler alguns dos seus versos para uma multidão durante o lançamento. É um sonho”, se emociona Josefa.
A história do cordel é baseada na vida da própria autora. “O cordel mostra trechos da minha vida. As dificuldades que passei na minha infância, tendo que trabalhar na roça para ajudar a minha família, que sempre me apoiou nos estudos, porém as dificuldades sempre foram maiores que nossas vontades. Então era muito difícil estudar. Também escrevi sobre um episódio da minha vida onde pude realizar o sonho de conhecer o escritor Ariano Suassuna, em 2007. A partir deste dia nasceu em mim a vontade de escrever”, explica Josefa.
De acordo com a cordelista, a publicação da obra será feita pela Secretaria Municipal de Educação de João Pessoa, com 500 exemplares. Do total, 250 serão doados para as bibliotecas das escolas municipais. A outra metade estará à disposição da autora, que pretende distribuí-los com o público.
A idéia de escrever cordéis surgiu em setembro do ano passado, a partir de uma disciplina do Proeja, com atividades de produção textual, do professor Manoel Brasileiro. “O objetivo foi criar cordéis como uma forma diferente de aprender a escrever melhor. Gostei da idéia e não parei mais. Tenho outros cordéis que não foram publicados que falam de várias coisas como pedofilia, experiências que tive em viagens ao Pará e Rio de Janeiro. Espero um dia poder publicá-los também”, conta Josefa. “Hoje eu sonho em terminar os meus estudos, fazer universidade e continuar a escrever cordéis”, completa.
Fonte: Daniel Chaves - Assessoria de Imprensa do IFPB
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