O Rio de Janeiro encerrou a primeira edição do Brasil Futures Forum (BFF), encontro dedicado a investigar caminhos estratégicos para o futuro do Brasil e da América Latina. Ao longo de três dias, mais de 2 mil pessoas circularam por 11 espaços da cidade, em uma programação que reuniu 144 atividades e 201 palestrantes. Especialistas, pesquisadores, artistas, lideranças públicas e empresariais, estudantes e representantes da sociedade civil participaram de debates, oficinas, experiências e atividades culturais que conectaram ciência, tecnologia, educação, cultura, ancestralidade e regeneração.
Realizado entre os dias 22 e 24 de agosto, o BFF transformou diferentes territórios do Rio em espaços de reflexão e experimentação. A programação percorreu temas como clima, energia, sustentabilidade, biodiversidade, tecnologias emergentes, inteligência artificial, educação, economia criativa, governança, foresight e design de futuros, tendo o Museu do Amanhã como palco principal no último dia do encontro.
“O resultado desta primeira edição mostra que existe uma demanda real por espaços capazes de reunir diferentes conhecimentos e perspectivas para pensar o futuro de forma menos abstrata e mais conectada aos desafios do presente. Conseguimos aproximar ciência, cultura, tecnologia, ancestralidade, territórios e diferentes gerações em uma mesma conversa. Mais do que discutir tendências, o BFF nasceu para ampliar repertórios e a capacidade coletiva de imaginar e construir futuros possíveis”, afirma Luciana Bazanella, cofundadora e diretora de Curadoria Estratégica do Brasil Futures Forum.
Nos dias 22 e 23, o BFF levou a discussão sobre futuros a diferentes pontos do Rio, com atividades em espaços como ESPM, PUC-Rio, FIAP, IED Rio e Casa Firjan. Painéis, workshops e oficinas abordaram temas como inteligência artificial, cidades regenerativas, futuro do trabalho e economia criativa.
A programação também ocupou territórios históricos e espaços de forte relevância cultural e social, com visitas e experiências no Circuito da Herança Africana, na Pequena África, no MUHCAB, no Casarão Cultural João de Alabá, nas Redes da Maré e em locais ligados à memória de Tia Ciata, conectando ancestralidade, cultura, memória e território às discussões sobre o amanhã.
No último dia 24, a programação se concentrou no Museu do Amanhã e aprofundou temas centrais do BFF. As Cátedras UNESCO conectaram estudos de futuros, educação, saúde e bem-estar planetário, enquanto o painel sobre educação e reconstrução do imaginário social discutiu como ampliar a capacidade de imaginar e construir futuros em tempos de incerteza. Já a conferência Governos, Foresight e Design de Futuros debateu a incorporação do planejamento de longo prazo às políticas públicas. A agenda também abordou o papel da arte, da cultura e dos saberes ancestrais na construção de futuros sob uma perspectiva latino-americana, além dos impactos da inteligência artificial sobre memória, aprendizagem, criatividade e autonomia no painel Soberania Cognitiva e Uso Ético de IA.
“A primeira edição confirmou algo em que acreditávamos desde o início: o Brasil tem repertório, diversidade e conhecimento para ocupar um lugar relevante na discussão global sobre futuros. Para 2027, queremos dar um passo adiante, ampliar essa rede, trazer novas perspectivas nacionais e internacionais e fazer do Rio de Janeiro um ponto permanente de encontro para quem não quer apenas prever o que vem pela frente, mas participar ativamente da construção desses futuros”, afirma Wellington Porto, fundador e diretor-executivo do Brasil Futures Forum.
Foto/Crédito: Bruno Chufi
Fonte: Assessoria de Imprensa
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