quinta-feira, 19 de julho de 2012

"ENQUANTO NIBIRU NÃO VEM" CONTINUA EM CARTAZ NA CAPITAL PARAIBANA









“Enquanto Nibiru Não Vem” continua em cartaz  na capital paraibana no Centro Cultural Piolin localizado na Rua Sizenando Costa, s/n, Róger (ao lado da Bica), com apresentações nos dias 20,21,22,27,28 e 29 de julho, sempre ás 20h.

Há sete anos os atores Williams Muniz, Gigliolla Mello, Antônio Deol, Omar Brito e Rosa de Lima apresentavam pela primeira vez o espetáculo “Enquanto Nibiru não vem” como resultado da especialização em representação teatral da UFPB. À época, o espetáculo pouco foi apresentado, mas em seus momentos provocou fortes inquietações nos espectadores.

Com direção do renomado Eliézer Rolim a peça “Enquanto Nibiru não vem” é uma montagem da Companhia Secreta que tenta atingir o universo das sensações dos espectadores ao trazer à cena emoções fortes e ditas desequilibradas dos pátios dos manicômios. O espetáculo procura em suas ações cênicas provocar alegria ou tristeza, conforto ou incômodo, alívio ou sofrimento, mas, contudo, que faça aflorar a sensibilidade dos ditos normais e o racional dos insanos.

Apesar de serem trazidos à cena os ditos loucos, ou perturbados mentais, a encenação é levada ao grau último das catarses teatrais com a intenção que os ditos "normais" repensem as qualidades de seus relacionamentos, a análise do tipo de pessoa que cada um é ou deixa de ser, e principalmente que perceba a sutil diferença que existe entre o convívio dito social e as ações dos que estão separados entre os muros dos sanatórios.

“Nibiru...” é um estado de alerta, uma prontidão para recepcionar o devir da humanidade, uma esperança, a busca de um sentido para a vida enquanto aquilo que se deseja ainda não é possível. A Companhia Secreta propõe compartilhar uma experiência viva com o público, um coletivo (atores e espectadores) a despertar da sensibilidade uma transformação, um acréscimo no modo de ver o mundo que nos cerca.

A MONTAGEM

O ponto chave para dar partida ao processo foi a definição do tema a ser tratado. Começou-se pela palavra nonsense, ou seja, abordar o que foge ao senso comum, a insensatez. Por fim depois de amplas discussões concluiu-se que o tema seria a LOUCURA. Isso, tendo como base diretiva aspectos da vida e da obra de Antonin Artaud. Tudo o que há no amor, no crime, na guerra ou na loucura nos deve ser devolvido pelo teatro, se ele pretende reencontrar sua necessidade. (ARTAUD, O teatro e seu duplo, 1999).

“Antonin Artaud proclamava uma teoria do teatro enquanto ‘ação’ pura e simples, não mais a ilustração de um texto literário, mas ‘forjado’ no palco”. (BERTHOLD, História Mundial do Teatro, 2000). Seguindo esse ensinamento, o grupo optou por não montar um texto já pronto, uma literatura acabada, partindo para uma elaboração coletiva, tendo como compilador o diretor do espetáculo.

Assim como em Artaud, na encenação da Cia.Secreta a palavra é oferecida com a exploração de sua multiplicidade de sentidos e como produto de sua desarticulação. Busca-se estabelecer uma relação com o espectador através de uma linguagem que atinja a todos, de uma linguagem que possa atingir até mesmo a face mais primitiva do ser humano.

Imbuídos com as idéias de um teatro metafísico de Antonin Artaud, bebeu-se também na fonte de Constantin Stanislavski nas suas duas fases de pesquisa e trabalho: Linha das Forças Motivas e com a Linha das Ações Físicas, já que se explorou, inicialmente, os impulsos psicológicos na construção dos personagens seguido da construção das cenas através das improvisações e repetição das mesmas.

Alguns escritos (ou fragmentos deles) vieram a ser usados como fonte de inspiração tanto para os atores como para o diretor: o conto infantil Chapeuzinho Vermelho (1993) de Charles Perrault, A História Sagrada da Bíblia (1974) de Frei Bruno O. F. M. Heuser, o texto Morangos Mofados (1995) de Caio Fernando Abreu, O Décimo Segundo Planeta (1994) de Zecharia Sitchin, Obra Poética e em Prosa (1986) de Fernando Pessoa etc.

SINOPSE

Bia, Abel e Valentino, internos de um manicômio tomam banho de sol num pátio quando recebem a visita de Siusurda Ninti, um novo interno que anuncia a passagem do planeta Nibiru, conhecido também como Hercólobus, Planeta X ou Planeta da Travessia por cruzar próximo a Terra a cada 3.600 anos deixando um rastro de destruição e morte. Siusurda, profetisa a passagem de Nibiru, baseada nos ensinamentos dos sumérios, babilônicos e no apocalipse de São João e, como tal profetizara, a sua visita no pacato manicômio não deixará pedra sobre pedra. Mais mudanças acontecem quando Constância, antiga amiga, volta para uma temporada internada.

FICHA TÉCNICA

Direção – Eliézer Rolim
Texto – Coletivo
Elenco - Williams Muniz, Gigliolla Mello, Antônio Deol, Omar Brito e Rosa de Lima.
Plano de Luz – Eliézer Rolim
Operação de Som - Roberta Alves
Figurino e Maquiagem – O grupo

PARTICIPAÇÕES EM FESTIVAIS

X FENART – Festival Nacional de Artes – 2004
XII Mostra Estadual Teatro e Dança 2005- Melhor atriz Gigliolla Mello
Mostra Nacional de Teatro- Rio de Janeiro- 2005

SERVIÇO

Espetáculo: ENQUANTO NIBIRU NÃO VEM
Quando: 20,21,22,27,28 e 29 de julho.
Hora: 20h
Onde: Centro Cultural Piolin | Rua Sizenando Costa, s/n, Róger (ao lado da Bica), João Pessoa/PB.
Platéia: 80 pessoas
Ingressos: Sextas: R$ 5 (estudante) - R$ 10 (inteira)
Sábados e Domingos: R$ 10 (estudante) - 20 (inteira)

INFORMAÇÕES: (83) 3241-6343

Informa Calina Bispo - calina.bispo@gmail.com

Fotos: Rafael Passos


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