quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BETH GOULART EM JOÃO PESSOA



A atriz Beth Goulart encontra-se em João Pessoa para apresentar nos dias 23 (sexta-feira) e 24 de novembro (sábado), a sua peça de sucesso "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", no Teatro Paulo Pontes, às 21h. Os ingressos estão à venda na Zarinha Centro de Cultura ou na bilheteria do Teatro. Os competentes produtores Robson Agra Sales e Deise Alencar assinam a produção local.

Visto por mais de 400 mil pessoas, o espetáculo "Simplesmente Eu, Clarice Lispector" com Beth Goulart que assina a adaptação do texto e direção. Beth Goulart levou, pelo trabalho, quatro Prêmios de melhor atriz: Shell 2009, APTR, Revista Contigo e Qualidade Brasil que premiou também como melhor espetáculo. O espetáculo ainda foi indicado ao Prêmio Shell 2009 de melhor iluminação (criada por Maneco Quinderé) e melhor produção pelo Prêmio APTR. 

Ao longo de um ano e dois meses de temporada, a peça que estreou em julho de 2009 no CCBB em Brasília, já passou pelos seguintes palcos e cidades: Agosto e Setembro no CCBB RIO; Novembro Turnê no SESC RS; Participou do Festival de Teatro de Curitiba / Dezembro Circuito SESC RIO.

Em Janeiro de 2010 Teatro SESI RJ; Abril estreou em SP no CCBB de sexta a domingo, com isso fez-se algo raro que foi estar em duas praças ao mesmo tempo: Rio (terças e quartas) e SP (de sexta a domingo); De julho a dezembro turnê por várias cidades: Florianópolis, Circuito SESI RIO, Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT), Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora, Festival Nordestino de Teatro em Guaramiranga no Ceará, de setembro há dezembro de 2010 Teatro Renaissance em SP.

No ano de 2011 o espetáculo foi suspenso devido às gravações da novela “Vidas em Jogo” da Record. Em 2012, após o término da novela, o espetáculo retornou em Brasília no Teatro OI seguindo depois para Fortaleza, cidades do interior de São Paulo como Jundiaí, Vinhedo, Indaiatuba, Joinville, Blumenau, Florianópolis, Curitiba e interior do Rio Grande do Sul, entre outras.

O espetáculo tem como um de seus maiores objetivos, fomentar a leitura. Por isso, após cada apresentação Beth Goulart realiza o sorteio de dois livros da obra de Clarice Lispector.

SINOPSE DA PEÇA 

Joana, uma mulher inquieta e criativa foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu. No auge da adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da autora, sua identificação foi inevitável. "Eu achava que não era compreendida. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo? Só Clarice me entendia.", confessa Beth. Depois de Joana, que representa o impulso criativo selvagem, vieram outras mulheres na escrita de Clarice. Entre elas, está Ana, do conto "Amor", que leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao se impressionar com a magia do Jardim Botânico. Ela representa a fase em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos.

Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir o amor. Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor. Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto "Perdoando Deus", se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana, representando a ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro mulheres, que, para Beth, "representam algumas facetas da própria Clarice", foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Em “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, espetáculo que teve estreia nacional em julho de 2009 em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil, a atriz interpreta, além da escritora e suas personagens, fragmentos que reconhece em si mesma: "Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim, eu me revelo através de minhas escolhas". Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, loucura, aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já, "aquele momento único, que é como um flash, um insight", explica a atriz. Para o monólogo, que ela também dirige, passou dois anos mergulhada em longa pesquisa. A narrativa se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor. "Ela falava sobre o amor maternal, o do relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público." Para a atriz, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo. "Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la viva em cena."

A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora. "O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrita por esses personagens, pelos movimentos, pelas ações, pelos sentimentos, pela luz."

O ESPETÁCULO 

 O espetáculo mostra a trajetória desta mulher em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento. O texto é extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências de Clarice e trechos das obras: "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e os contos "Amor" e "Perdoando Deus".

ENCONTRO DE BETH GOULART COM CLARICE LISPECTOR 

 O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. Além da vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira, redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. “A arte é o vazio que a gente entendeu” diz Clarice. Quero atingir o vazio de mim mesma para refletir a profundidade desta mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha, e, como ela, eu gosto de intensidades. Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus uma psicanalista especializada em Clarice Lispector que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. 

Vi e ouvi tudo o que podia sobre ela, suas entrevistas, fotos, o depoimento no MIS, a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja de tudo o que se referia a ela. Neste olhar apaixonado escolhi sua obra para recontá-la. Construí um corpo narrativo com trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências que preparam os personagens que irão se apresentar ao público como desdobramentos dela mesma. Os temas abordados são reflexões sobre criação, vida e morte, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor, inspiração, aceitação e entendimento. Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si mesma. Acho que Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada autocrítica.

A DIREÇÃO - BETH GOULART:

Optei na direção por uma linha de sutilezas e sugestões. Ao invés de estar maquiada como Clarice, escolhi uma máscara neutra para poder me transformar-nos outros personagens e voltar para ela. Os personagens nascem pela energia de cada um, de dentro para fora e não ao contrário, assim como o figurino com pequenos detalhes que se somam a uma base também neutra. O cenário se utiliza do vazio essencial com os elementos mais concretos demarcando as áreas de ação da autora deixando o vazio para seus personagens.

O tom de Clarice é mais narrativo, como uma conversa com o público e seus personagens são mais ousados na linguagem corporal e na dramaticidade e humor. A música ajuda na fluidez do espetáculo tornando tudo um movimento contínuo que se estende do início ao fim. A luz é fundamental para delinear os espaços e criar a magia das dimensões.

OS PARCEIROS 

Beth Goulart escolheu parceiros de peso para a criação do espetáculo. A supervisão de direção é do mestre Amir Haddad que irá questionar as escolhas da atriz e diretora para atingir melhor o público e compartilhar a alegria do ato teatral. A trilha foi criada por Beth e especialmente composta por Alfredo Sertã (com direitos liberados) inspirado em Eric Satie, Arvo Part, Debussy e Lalo Schifrin. A iluminação é de Maneco Quinderé. A direção de movimento de Márcia Rubin é fundamental para a sutileza das transmutações e a precisão de gestos e coreografias. Rose Gonçalves ajuda a visualização de cada palavra em sua preparação vocal dando maior noção de tempo à narrativa. O cenário de Ronald Teixeira e Leobruno Gama remete a ideia de um útero branco que abraça todo o espaço cênico dando a neutralidade do vazio e a magia do onírico. O figurino de Beth Filipecki com elegância e simplicidade aproxima Beth de Clarice. As fotos são da italiana radicada no Brasil Fabian e de Lenise Pinheiro. O visagismo das fotos é de Rose Verçosa. O visagismo do espetáculo é de Westerley Dornellas. A programação visual de João Gabriel Carneiro e direção de produção e assessoria de imprensa nacional são de Pierina Morais.

SERVIÇO TEATRO: 

Texto: Clarice Lispector
Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart.
Supervisão: Amir Haddad
Gênero: Espetáculo Poema
Direção de Produção: Pierina Morais
Produção Executiva: Manoela Reis
Iluminadora/Operador de Luz: Diana Cruz
Operador de Som/Vídeo: Andre Crespo
Direção de Cena: Andre Boneco
Contra-Regra/Assistente de Palco: Bruno Correa
Camareira: Eliane
Teatro: Teatro Paulo Pontes
Endereço: Espaço Cultural José Lins do Rego - FUNESC
Rua Abdias Gomes de Almeida, 800, tambauzinho - João Pessoa - PB.
Informações: O espetáculo será microfonado
Venda de Ingressos: Zarinha Centro de Cultura e Bilheteria do Teatro
Capacidade: 700 lugares
Temporada: 23 e 24 de novembro
Horário: Às 21h
Valor: R$ 60 reais (inteira) e R$ 30 reais (meia-entrada).
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos

MAIS INFORMAÇÕES:

Pierina Morais Comunicação
Escritório: (21) 2148-4847 / 7826-4383
Diretora de Produção e Imprensa Nacional:
Pierina Morais pierina@pierinamorais.com 
(21)7826-4383 / ID 105459*2
Produção Local
Robson Agra Sales
(21)8102-3181
Deise Alencar
(83)8140-5188

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