segunda-feira, 14 de julho de 2014

GREENPEACE LANÇA A CAMPANHA CHEGA DE MADEIRA ILEGAL

O Greenpeace completou 22 anos no dia 26 de abril de presença no Brasil. O Greenpeace preza por sua independência financeira e não aceita dinheiro de governos, empresas ou partidos políticos. Para que o trabalho seja possível, contam apenas com doações de pessoas físicas que financiam pesquisas, investigações e denúncias de crimes ambientais e que permitem liberdade de posicionamento e de expressão.

Em mais de duas décadas de história, tiveram avanços e vitórias, mas os desafios ainda existem. Apesar dos níveis de desmatamento terem diminuído, as taxas ainda são alarmantes. Mesmo com contratação recorde de energia eólica em 2013, o governo prevê apenas 3% dos investimentos do setor para energias renováveis. O Brasil precisa de veículos mais eficientes e investir na tecnologia de carros elétricos para diminuir as emissões de gases do efeito estufa do setor de transportes.

No Brasil, a cada dez dias uma pessoa morre por defender o direito à terra e ao meio ambiente. O dado é da organização não-governamental Global Witness. Segundo a pesquisa, entre 2002 e 2013, 448 pessoas morreram no Brasil por defender o meio ambiente. Muito mais que o dobro do índice em Honduras, que está em segundo lugar com 109 assassinatos.

Em 2013, segundo relatório anual realizado pela Pastoral da Terra, 20 dos 34 assassinatos registrados no campo, e 174 das 241 pessoas ameaçadas de morte ocorreram na Amazônia. Lá estão 55% das Populações Tradicionais que, no ano passado, foram vítimas de algum tipo de violência. Foi também para lutar contra essas injustiças que há mais de uma década o Greenpeace chegou à Amazônia.

A campanha CHEGA DE MADEIRA ILEGAL pretende não só impedir que a floresta tombe, mas também lutar contra a violência à qual as pessoas que vivem na floresta são submetidas.

Garantir a sobrevivência da floresta é lutar por milhões de pessoas que dependem dela para viver. A extração ilegal de madeira na Amazônia segue a todo vapor. E, como sempre, continua gerando conflitos e ameaçando muitas vidas.

Mais de 20 mil brasileiros já enviaram mensagens à presidente Dilma e aos candidatos à presidência pedindo providências para que as ilegalidades no setor – e a violência que vem nesse rastro – ganhe um ponto final.

A campanha pelo desmatamento zero conseguiu chegar a meta de um milhão de assinaturas. Lançada em 2012, com apoio de movimentos sociais, indígenas e de cientistas, a campanha pelo fim do desmatamento não parou de crescer. A ideia é levar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular – ou seja, um projeto proposto pelo povo – para estancar a devastação das nossas matas. As ameaças à floresta e aos povos que vivem nela seguem a todo vapor. Um exemplo disso está no Congresso Nacional, onde a bancada ruralista pressiona como pode para rasgar os direitos indígenas conquistados na Constituição.

E no campo, essa pressão é ainda mais forte: a extração descontrolada de madeira, quase sempre associada a violência, tem impactado a vida não só da floresta, mas de muita gente.

O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos, garantindo um futuro mais verde e limpo para esta e para as futuras gerações. Investigam, expõe e confrontam crimes ambientais. Os Valores são Independência, Não Violência, Confronto Pacífico e Engajamento.

Contribua com o Greenpeace e os ajude a levar a mudança aos quatro cantos do Planeta.

Faça parte do Greenpeace: http://www.greenpeace.org.br

Foto/arte/texto: Divulgação/reprodução.


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