terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NOVO DOCUMENTÁRIO DE VLADIMIR CARVALHO “CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO” É LANÇADO NO FEST ARUANDA

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO, novo documentário de Vladimir Carvalho, estreou em João Pessoa, no dia 15 de dezembro, dentro da programação do Fest Aruanda, com presença do diretor.

O primeiro contato de Vladimir com a obra e a figura de Cícero Dias foi através do pai, que era iniciado nas artes, desenhava, esculpia e sabia tudo sobre o pintor pernambucano. Em 2005, numa viajem a Paris realizada dentro das celebrações do ano Brasil França, Vladimir soube da retrospectiva do pintor, que acontecia na capital francesa e, com uma câmera emprestada, filmou a exposição. Em contato com a viúva e a filha de Cícero Dias, teve acesso ao material de arquivo e ao atelier do pintor e alí decidiu realizar um documentário sobre o modernista. De volta ao Brasil, Vladimir lançou dois longas e só retornou ao projeto em 2014, que foi filmado em Paris, Pernambuco – Jundiá e Recife, Curitiba e Rio de Janeiro.
 
SOBRE:

CÍCERO DIAS
 
Pintor pernambucano ligado aos modernistas, Cícero Dias (1907-2003) radicou-se em Paris a partir de 1937, fugindo da perseguição política do Estado Novo. Apesar da distância do país natal, ele nunca perdeu de vista as cores e os sons de sua infância, na casa de Jundiá, mesclando essas raízes com a convivência com nomes de ponta das vanguardas europeias, como Pablo Picasso, Fernand Léger e Juan Miró. Dessa troca de influências, nasceu um pintor de repercussão internacional, que transformou toda a sua vivência, inclusive sua reclusão durante a Segunda Guerra Mundial, na base de uma arte que atravessa fronteiras.

VLADIMIR CARVALHO

Em Brasília desde os anos de 1970, depois de longa atividade no Rio de Janeiro, onde foi colaborador de Eduardo Coutinho, Arnaldo Jabor e Geraldo Sarno. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba. Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB), teve participação direta na formação do movimento cinematográfico da cidade.
 
Seu primeiro longa-metragem, O País de São Saruê (1971), permaneceu nove longos anos interditado pela censura e só liberado no período da anistia e da redemocratização do país. É autor ainda de O Evangelho segundo Teotônio, Conterrâneos Velhos de Guerra, Barra 68- sem perder a ternura, O engenho de Zé Lins, Rock Brasília, entre outros. Quase todos os seus filmes foram alvo de prêmios e distinções, sendo detentor de três Margaridas de Prata, outorgadas pela CNBB aos filmes Pedra da Riqueza e O Evangelho Segundo Teotônio e Conterrâneos Velhos de Guerra.
 
O seu documentário, Rock Brasília – era de ouro, conquistou no Festival de Paulínia 2011 o prêmio de Melhor Filme em sua categoria. É um dos fundadores do Pólo de Cinema e Vídeo de Brasília e dirige a Fundação Cinememória, que tem por objetivo a preservação da memória audiovisual no Distrito Federal. Em 2016 conclui o seu filme Cícero Dias - o compadre de Picasso cuja produção se iniciara em 2013.

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO
 
Brasil, 2016, 79 min, cor

Direção | Roteiro | Pesquisa: Vladimir Carvalho

Produção: Vladimir Carvalho
 
Coprodução: Cheuiche, Daniele Hoover e Com Domínio Filmes

Fotografia: Jacques Cheuíche
 
Montagem: Vladimir Carvalho e Gabriel Medeiros, EDT.
 
Som: Bruno Armelim
 
Música Original: Leo Gandelman

Fonte: Assessoria de Imprensa TROMBONBE COMUNICA

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