MUSEU DA PESSOA ANUNCIA SELECIONADOS DE MOSTRA AUDIOVISUAL

 


O Museu da Pessoa anuncia os nomes dos 15 selecionados da Mostra Audiovisual Qual é o seu Legado?. Foram 385 inscrições e 104 vídeos enviados de 21 diferentes estados brasileiros a partir de edital lançado em agosto de 2022. O júri é formado por Karen Worcman, diretora do museu, Minom Pinho, idealizadora e diretora do Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM) e fundadora do Navega; Barbara Trugillo, coordenadora de formação da Spcine; Luciana Bobadilha, diretora executiva do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias; André Araújo, coordenador geral do Nordeste LAB e do Observatório do Audiovisual Baiano, e Felipa Damasco, artista multimídia e diretora de arte, curadora-adjunta e cofundadora da Galeria de Artes Contemporâneas (HOA).

 

Os nomes dos escolhidos na categoria Filmes Vencedores são: Arthur de Oliveira Santos (Recife, PE), Assaggi Piá (Salvador, Bahia), Cristina Alejandra Mena Bastidas (São Paulo, SP), Éderson Guilherme (São Paulo, SP), Fernanda Fabri Saito (Guarulhos, SP), Ismael Pereira dos Santos Junior (São Paulo, SP), Jader Monteiro / Filmes Sem Nome (São Paulo, SP), Letícia Cristina de Jesus Pereira (Cachoeira, Bahia), Leonardo Pereira Flores (Rio de Janeiro, RJ), Thaís Vasconcelos (Santana de Parnaíba, SP). As Menções Honrosas são: Gabriel César (Itacaré, Bahia), HUS Street Media Over All (Curitiba, Paraná), Malu Morais (São Paulo, SP), Leandro Monks (Porto Alegre, RS), Yasoda Nanda (Salvador, Bahia).

 

Premiações

Os dez melhores filmes ganham o prêmio de Filme Vencedor: recebem R$ 3 mil cada por meio do apoio da Spcine e uma mentoria individual por um membro da Rede de Talentos do Projeto Paradiso, por meio do programa Paradiso Multiplica. A cerimônia de entrega dos prêmios pode ser vista na íntegra no Youtube.

 

Outros cinco filmes obtêm a Menção Honrosa, e ganham uma bolsa integral para qualquer curso criativo da plataforma Navega. Duas Menções Honrosas recebem, também, e a critério exclusivo do júri, uma mentoria individual do programa Paradiso Multiplica.

 

Além disso, alguns dos filmes serão exibidos, a partir de 2023, nos interprogramas do Canal Curta!, ainda em datas a serem definidas.

 

Esta é a 3ª edição da mostra, e seu anúncio aconteceu no dia 15 de dezembro em cerimônia no Sesc Bom Retiro, quando os selecionados foram anunciados. A mostra tem uma página exclusiva que acaba de entrar no ar e onde podem ser vistos os vídeos selecionados e as biografias dos participantes de forma permanente em www.mostra.museudapessoa.org.

 

Sobre o conceito curatorial desta edição

A Mostra Audiovisual de 2022, marco dos 30 anos do Museu da Pessoa, trata do sentido que cada ser humano dá à sua vida. Para a curadoria, este sentido é chamado de legado.

 

Nesta perspectiva, o Museu da Pessoa propôs a edição de vídeos de seu acervo de histórias de vida, sugerindo o seguinte exercício: a partir da escolha de uma entrevista, os candidatos foram convidados a submeter uma leitura audiovisual que apresentasse qual, para eles, seria o sentido que determinada pessoa deu para a sua vida.


Este evento integra a programação da exposição dos 30 anos do Museu, realizado com o Sesc São Paulo, em cartaz no Sesc Bom Retiro até o dia 2 de abril de 2023. É a terceira vez que o Museu da Pessoa promove uma ação colaborativa para edição de vídeos aberta ao público em sua programação cultural. A primeira foi em 2020, com a mostra audiovisual (entre)vivências negras. A segunda foi em 2021, com a mostra Vidas Femininas.

 

A iniciativa recebe o apoio de SpcineNavega e Projeto Paradiso e conta com a parceria do Canal Curta e Curta!On, Casa Redonda, Nordeste LAB+Mulheres, Forcine, SocineInstituto CriarInstituto Querô e Girls in Privacy.

 

LISTA DE FILMES COM SINOPSES E MINI BIO DE CADA VENCEDOR

 

FILMES VENCEDORES


1)     Meu sincero voto é trazer meu público pra dentro do cinema- de Letícia Cristina de Jesus Pereira sobre o depoimento de María da Penha Brito.

 

Sinopse: “Meu sincero voto é trazer meu público pra dentro do cinema.” – María da Penha Brito.

Sobre Letícia Cristina de Jesus Pereira (Cachoeira, Bahia)

É formada em Processos Fotográficos pela ETEC, atualmente graduanda em Cinema e Audiovisual pela UFRB, onde atua como diretora de fotografia e montadora em projetos universitários. Assina a direção de fotografia do vídeo clipe da música Sentimento Atemporal, foi assistente de fotografia no video clipe de Suite Cachoeirana, dirigiu o curta metragem "Os Dias Com Você", e fez a direção de fotografia do curta "Praia dos tempos". Desde 2021 é integrante do PET Cinema da UFRB.

 

2)     Anna Maria Zammataro de Aguiar Pupo - de Fernanda Fabri Saito sobre o depoimento de Anna Maria Zammataro de Aguiar Pupo.

Como educadora de História, Anna leva consigo a esperança da educação como chave para a transformação social. É com paciência e, sobretudo amor, que ela cria pontes ao transmitir seus conhecimentos, aprendendo e educando com maestria.

 

Sobre Fernanda Fabri Saito (Guarulhos, SP)

É jornalista pela UNESP e estudou Cinema pela AIC. Trabalha com redação de conteúdos, roteiros e atuou recentemente como Diretora de Arte do curta-metragem Fada (2022).

 

3)     Distraídos eles, venceremos nós, de Assaggi Piá, sobre o depoimento de Sérgio Vaz

No mini doc “Distraído eles, venceremos nós” o poeta e escritor Sérgio Vaz relembra a sua infância nas periferias de São Paulo nos anos 70, época da ditadura militar e como o futebol e a poesia que veio descobrir dentro de um quartel, foram marcantes em sua trajetória, pessoal e política. Trazendo metáforas e analogias sobre o olhar de sua comunidade no passado, Vaz conta como utiliza a poesia como meio de transformação.

 

Sobre Assaggi Piá (Salvador, Bahia)

É produtor e realizador audiovisual. Bacharel em Humanidades e Licenciando em Ciências Sociais pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab/IHL. Idealizador e Diretor do CineMalês e da Mostra Ousmane Sembene de Cinema, ambas iniciativas voltadas para a distribuição e difusão do cinema negro no Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.

 

4)     Mario Assunção do Espírito Santo, de Éderson Guilherme, sobre o depoimento de Mario Assunção do Espírito Santo

Com muito carisma e acompanhado por animações simples, Mário nos conta sobre a história de seu quilombo em Barcarena e sua luta de resistência frente aos processos de desapropriação ocasionados pelos grandes projetos na região amazônica.

 

Sobre Éderson Guilherme (São Paulo, SP)

É graduado em Ciência da Computação pela FATECE - Pirassununga e em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos. Há mais de 6 anos trabalha com audiovisual e possui experiência em diversos tipos de produções, com foco nas áreas de edição, correção de cor, color-grading e finalização de vídeos.

 

5)     Benzer, de Jader Monteiro / Filmes Sem Nome

O ato de “Benzer”, herança “quase” apagada da cultura popular brasileira, se mostra viva e pulsante no relato de Dona Hilda, ilustrando com maestria em sua narrativa, sensações presentes na atividade de benzimento, detalhando sua ritualística e contando casos que presenciou. “A benzedura faz parte da Sabedoria Popular e deve ser preservada. Viva a sabedoria popular!”

 

Sobre Jader Monteiro / Filmes Sem Nome (São Paulo, SP)

Formado em produção e Roteiro Cinematográfico, Jader Monteiro é roteirista e Diretor Audiovisual e Criativo. Dirige a Produtora e Coletivo e Produtora Independente Filmes sem Nome, e se divide entre contar suas histórias, urgências e escritas multiplurais, e a pesquisa histórica-social dos nossos diversos passados possíveis que devem ser lembrados. Filmes Sem Nome é um coletivo audiovisual situado na Zona Leste de São Paulo. Segue uma linha de pesquisa dentro do universo das "Poéticas Existencialistas", nos campos da: memória, tempo e espaço, vida e morte, etc. Já produzimos curtas metragens, vídeos arte, videoclipes, entre outros formatos. "Como o que nunca existiu pode ter história?". Filmes Sem Nome é um coletivo audiovisual situado na Zona Leste de São Paulo. Segue uma linha de pesquisa dentro do universo das "Poéticas Existencialistas", nos campos da: memória, tempo e espaço, vida e morte, etc. Já produzimos curtas metragens, vídeos arte, videoclipes, entre outros formatos. "Como o que nunca existiu pode ter história?".

 

6)     Zé Biano, de Ismael Pereira dos Santos Junior sobre o depoimento de José Benedito da Silva, o Zé Biano

Desde sua juventude, José Benedito da Silva, vulgo Zé Biano, breganhou na Feira da Barganha de Taubaté – ou melhor, “Breganha”. De domingo em domingo, sua vida foi prestigiada por achados materiais e imateriais.

 

Sobre Ismael Pereira dos Santos Junior (São Paulo, SP)

Nascido em Taubaté, São Paulo, tem 21 anos. Estuda no curso Superior do Audiovisual na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – USP. Tem interesse em direção, roteiro e montagem.

 

7)     O canto do povo Kaxinawá, de Cristina Alejandra Mena Bastidas sobre o depoimento de Kixti Huni Kui (João Sereno Kaxinawá)

O curta-metragem “O canto do povo Kaxinawá” parte de uma pesquisa na história do povo indígena Huni Kuin (Kaxinawá). A narrativa baseia-se na montagem de uma entrevista de Kixti Huni Kui (João Sereno Kaxinawá) e no uso de imagens de domínio público manipuladas. O filme conta um pouco da cultura Huni Kuin, tanto de seus ritos assim como das suas costumes, focando-se na tradição do pajé.

 

Sobre Cristina Alejandra Mena Bastidas (São Paulo, SP)

É equatoriana, tem 25 anos e reside no Brasil desde 2015. É roteirista, diretora e dir. de fotografia. Com o projeto Curta em Casa do Inst. Criar, realizou o curta-metragem “Deep Blue”. É membro de dois coletivos audiovisuais: Lente Sob Barreiras e Quitus; em ambos realiza a função de direção de fotografia. Atualmente, trabalha no projeto ARTE PARA O FIM DOS TEMPOS, financiado pelo programa VAI.

 

8)     Substantivo, de Thaís Itaboraí Vasconcelos, sobre o depoimento de Maria José dos Anjos Moniz Soares

Sobre Thaís Vasconcelos (Santana de Parnaíba, SP)

É graduada em Comunicação Social-Cinema pela UFF e mestre em Artes, Cultura e Linguagens pela UFJF. Como cineasta, dirigiu os curtas “José” (2010), “Regando Bigodes” (2012) e “2020, a espera” (2020). Também atua como montadora, com experiências em programas de TV de diversas emissoras como Rede Globo, Futura e GNT.

 

9)     Algo gravado no tempo, de Arthur de Oliveira Santos sobre o depoimento de Jô Oliveira (Josimar Fernandes de Oliveira)

Podemos entender legado como herança coletiva, ou um sentido individual na busca da construção de algo que perdure além do indivíduo. O mini curta explora a conexão entre o legado do personagem da entrevista, Jô Oliveira, com suas ilustrações, produção literária e a busca do despertar pelo amor à leitura na infância, com o cordel, linguagem que carrega com sigo tradição, identidade e múltiplas formas de expressão artística. Mutuamente, linguagem e artista são instrumentos da perpetuação de algo, de algo que fica gravado no tempo.

 

Sobre Arthur de Oliveira Santos (Recife, PE)

É ator de formação. Durante a pandemia, impossibilitado de atuar em sua área, começou a explorar e a descobrir na edição de vídeos uma forma de expressão.

 

10) Sem lugar, ninguém vévi!, de Leonardo Pereira Flores sobre o depoimento de Apolônio Leite da Silva

Mesmo tendo passado por uma vida difícil, Apolônio Leite da Silva não deixa de celebrá-la.

 

Sobre Leonardo Pereira Flores (Rio de Janeiro, RJ)

É um cineasta de Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro. Em 2017 foi assistente de direção da premiada websérie "Esconderijo". Em 2020 realizou o curta “Bloqueio” para a série “Quarantine Tales” da TV Mídia Ninja. Em 2021 realizou o curta “Vento”, selecionado para o 14° Encontro de Cinema Zózimo Bulbul e em 2022 está finalizando seu novo curta “Loira”.

 

MENÇÕES HONROSAS

 

1)     Padrão Ambiental, de Gabriel César, sobre depoimento de Rui Barbosa da Rocha

Padrão Ambiental explora a mata atlântica baiana, colocando em pauta a sua preservação. Rui Barbosa, fundador do Instituto Floresta Viva, apresenta caminhos para cuidar desse legado e assim, olhar para o futuro.

 

Sobre Gabriel César (Itacaré, Bahia)

É diretor e montador, graduado em Produção Audiovisual pela FIAM FAAM. Trabalha dentro do cenário do cinema e da publicidade.

 

2)     David Vaie, de Leandro Monks, sobre depoimento de David Vaie

David Vaie é um imigrante romeno que veio ao Brasil graças ao seu irmão. Apesar de um início difícil, David considera que teve grandes realizações como constituir uma família e ter filhos. Formou-se e foi dono de farmácia. Parabenizou o projeto por sua relevância histórica pras próximas gerações e ficou emocionado ao ser entrevistado no mesmo prédio da faculdade onde formou-se.

 

Sobre Leandro Monks (Porto Alegre, RS)

Leandro tem 35 anos, é natural de Porto Alegre-RS e profissional da área audiovisual há aproximadamente 8 anos. Tem experiência com eventos e com produção autoral atuando como cinegrafista, editor e diretor.

 

3)     Memórias em Cera, de HUS Street Media Over All, sobre o depoimento de Pedro Passos da Silva

“Memórias Em Cera” é um vídeo da produtora audiovisual curitibana HUSTM StreetMedia Overall, realizado a partir do acervo do Museu Da Pessoa, com inserção de imagens feitas pela produtora e trilha original. Em “Memórias Em Cera”, lembranças e passagens de Pedro Passos da Silva, “O Dinossauro” das lojas de discos do Rio de Janeiro, fundador de uma das maiores lojas de discos do país, a Modern Sound.

 

Sobre HUS Street Media Over All (Curitiba, Paraná)

Produtora audiovisual de Curitiba. Com produções artísticas, culturais e também comerciais, valoriza todos os aspectos criativos do projeto, da concepção da idéia à entrega final de cada produção, atendendo desde artistas independentes à grandes marcas como, VANS Brasil, Grupo Volvo, Revista Cemporcento Skate, Black Media, entre outros.

 

4)     É preciso olhar para trás, de Yasoda Nanda Gomes Correia da Silva, sobre o depoimento de Niède Guidon

“É preciso olhar para trás” é um curta documentário protagonizado pela arqueóloga Niéde Guidon, que discorre sobre suas experiências em escavações e rastreamento de sítios arqueológicos em São Raimundo Nonato, no Piauí, defendendo sua tese sobre o povoamento das Américas e refletindo sobre a relação do homem com a natureza.

 

Sobre Yasoda Nanda (Salvador, Bahia)

É arte educadora, artista plástica, produtora, mediadora cultural e pesquisadora independente da área museal e arqueológica. Bacharelanda Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia - UFBA.

 

5)     Sioduhi Piratapuya, de Malu Morais, sobre o depoimento de Sioduhi Piratapuya

Descendente dos povos originários do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, o estilista indígena Sioduhi abraça sua ancestralidade para compreender seu passado e escrever seu presente. Por meio da moda, ele defende o processo de descolonização e resistência dos povos originários.

 

Sobre Malu Morais (São Paulo, SP)

Mineira de Belo Horizonte vive em São Paulo há 14 anos. É formada em Artes Plásticas com especialização em Cultura e Comunicação. Observadora de berço e fascinada pelas diferentes formas de expressão do ser humano, faz da escrita e da escuta o sentido do seu caminhar, encontrando-se, assim, no audiovisual e na psicanálise.

 

Sobre o Museu da Pessoa

O Museu da Pessoa (www.museudapessoa.org) é um museu virtual e colaborativo fundado em São Paulo em 1991 com o objetivo de registrar, preservar e transformar histórias de vida de toda e qualquer pessoa em fonte de conhecimento, compreensão e conexão. O Museu da Pessoa conta com um acervo de mais de 18 mil depoimentos em áudio, vídeo e texto e cerca de 60 mil fotos e documentos digitalizados de brasileiros e brasileiras de todas as regiões, idades, classes e atividades.

 

Exposição Qual é o seu Legado? 30 anos de Museu da Pessoa no Brasil

A exposição Qual é o seu Legado? 30 anos de Museu da Pessoa no Brasil está em cartaz até dia 2 de abril no Sesc Bom Retiro. Apresentada pelo Sesc e pelo Museu da Pessoa, conta com curadoria geral de Karen Worcman, diretora e fundadora do museu, e traz três focos temáticos, com curadorias diferentes. São eles: Vidas Indígenas, com curadoria de Cristino Wapichana, Vidas Negras, por Bel Santos Mayer, e Retratos do Brasil, por Diógenes Moura. A exposição celebra as três décadas deste que é um dos primeiros museus virtuais do mundo dedicados às histórias de vida.

 

Serviço


Divulgação dos selecionados da Mostra Audiovisual Qual é o seu Legado?


Resultado e vídeos vencedores no site  www.mostra.museudapessoa.org


Fonte: Assessoria de imprensa Museu da Pessoa

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