sexta-feira, 17 de maio de 2019

TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DA LEI ROUANET SEGUNDO A ESPECIALISTA BRUNA KASSAB


Mudanças na lei que garante uma grande parte da produção cultural do Brasil foram anunciadas. Em vídeo publicado na página de Facebook do Ministério da Cidadania, o ministro Osmar Terra explica algumas das diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura - o nome Lei Rouanet não será mais usado. Selecionamos as principais alterações e pedimos Bruna Kassab, da Evoé, plataforma de financiamento coletivo, comentar:
Alteração no teto
O governo confirmou a redução de 98% do valor máximo autorizado por projeto beneficiado com a lei. O limite para captação de recursos pela lei vai baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Já uma mesma empresa que apresentar várias propostas diferentes poderá receber, quando somados todos os eventos patrocinados, até R$ 10 milhões por ano. O teto, nesse caso, também era de R$ 60 milhões. Segundo a especialista, Bruna Kassab, essa mudança reflete no corte da economia brasileira, “É muito brusca a queda de 60 milhões, para 1 milhão. Algumas atividades que tem o teto menor que isso, artistas que estão começando, talvez, não serão tão prejudicados com isso, mas inviabiliza muitos projetos que já acontecem e são contínuos.”
Haverá algumas exceções. Feiras de livros e festas populares, como o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e o Natal Luz, em Gramado (RS), poderão captar até R$ 6 milhões. Restauração de patrimônio tombado, construção de teatros e cinemas em cidades pequenas, e planos anuais de entidades sem fins lucrativos, como museus e orquestras, também estão fora do limite de R$ 1 milhão, mas não há detalhes do teto para esses casos.
Ingressos gratuitos
A cota de ingressos gratuitos, que hoje é de 10%, passa a ser entre 20% e 40%. Além disso, o valor dos ingressos populares terão que baixar de R$75,00 para R$50,00. A especialista explica que por mais que isso leve a mais pessoas terem acesso, temos que pensar que os ingressos são muitas vezes o que ajuda a custear todos o projeto, levando em consideração que a bilheteria paga o salário de muitos funcionários. “A maioria dos projetos culturais não são sustentáveis hoje, no brasil e a gente tem que mudar isso, com retorno para a economia e a sociedade”, esclarece.
A saída para os artistas é buscar outros tipos de financiamento, como os crowfundings ou financiamento coletivo.  Para conhecer um pouco mais da Evoé, colaborar com um projeto ou apresentar uma ideia, acesse https://evoe.cc
Foto/divulgação: Bruna Kassab - Rebecca Kassab 

Fonte: Assessoria de Imprensa

Nenhum comentário:

Postar um comentário